NARRAÇÃO DE JULIE... Me julguei o dia todo, me sentia completamente envergonhada. Eu nunca me declarei para outro homem. E com ele... foram duas vezes — e, claro, duas rejeições. Obviamente, preciso dar um crédito pela falta de memória. Mas o desejo dele de se lembrar era tanto que seria capaz de fazer qualquer coisa... Ele parecia mais tranquilo, andava mais à frente, sem blusa. Meus olhos admiravam, endeusavam cada músculo de suas costas largas. Admirava seus ombros, até seus braços — mesmo enfaixados, mostravam o quanto eram fortes, como poderiam facilmente me pegar no colo. Quando ele parou na sala, suspirei, enxugando minhas mãos suadas na blusa. Fingia não ter sido abalada por ele dizer “não” mais uma vez... — Fique à vontade, eu vou pegar o vinho na adega... — respondi. Passei

