NARRAÇÃO DE KAITO... Conselhos de mãe são sempre um alerta. Mas, quando escolhemos não ouvir, quase sempre tudo dá errado. Eu estava diante da porta do escritório quando a abri. Dom Dawson parou de mexer no notebook e me encarou, irritado. Meus olhos se encheram de lágrimas no mesmo instante. — Só suplico uma coisa — pedi, com a voz falhando. — Me escute. Depois disso, pode me expulsar, me odiar, fazer o que quiser. Dom Dawson desviou o olhar para o notebook, tentando conter o choro. Seus olhos ficaram vermelhos, úmidos. Ele o fechou com força e voltou a me encarar, tomado pela raiva. — Fale. Diga — respondeu, quase sarcástico, embora a fúria fosse evidente. Olhei para a porta, receoso. — Posso fechar? Ele não respondeu. A indiferença gritava, feria. Ainda assim, fechei a porta. Ap

