Capitulo138

961 Palavras

Helena O relógio marcava 07h23. O sol já cortava o céu com aquela luz amarela de quem parece não saber que o mundo está à beira do colapso. Eu estava parada num prédio a duas quadras da padaria. Café frio na mão. Coração gelado. Olhos fixos no carro prata. O carro de Emilly Ela tinha o hábito de parar ali às terças. Sempre o mesmo horário. Sempre a mesma rotina. Mulheres previsíveis são as mais fáceis de atingir. E Arturo? Ele sempre se achou mais esperto. Mais forte. Mais rápido. Mas ninguém é rápido o suficiente pra impedir o inevitável. Hoje era o dia em que ele perderia a única mulher que o mantinha humano. Hoje... eu veria os olhos dele apagarem. Esperei. Esperei. Esperei... E então algo em mim gritou. Silêncio demais. Olhei o relógio. 07h27. Nada. Nenhuma exp

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