Capitulo114

726 Palavras

Arturo O ronco dos motores ecoava por quilômetros. Um som que eu conhecia bem. Mas naquele dia… soava diferente. Soava como alerta. Como guerra silenciosa. Eles estavam vindo. De todos os cantos do país. As águias do Norte. Os cavaleiros do Sul. O pelotão do Centro-Oeste. Os fantasmas da fronteira. Cada sede do Vultures. Cada irmão de estrada. Todos. Todos responderam à mesma coisa: O press caiu. E ninguém sabe o porquê. Desde a segunda visita ao hospital, onde jurei ao velho que meu filho carregaria o que ele nos ensinou, algo dentro de mim não me deixava em paz. O olhar dos médicos, o sigilo. A ausência de histórico sério. Nada batia. O press era velho, sim. Mas não fraco. O homem que liderou o Vultures por mais de três décadas não tombava assim. Não sem aviso. Não sem... rastro.

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