Helena O rádio chiava no fundo da sala. Grom e Kopéyka terminavam de limpar as armas. O chão ainda carregava as marcas do último interrogatório. Cristian estava mais fraco. Mas ainda não havia quebrado. Ele era como pedra moldada pela dor: silenciosa, firme, difícil de trincar. E agora... o jogo ganhava outra peça. Romanov entrou com passos calmos. O mesmo rosto frio, os mesmos olhos de quem vê o mundo como um tabuleiro e as pessoas como peças descartáveis. — Ele está vindo — disse, sem rodeios. Virei o rosto. — Arturo? — Em pessoa. Com os Vultures. Trajeto traçado por satélite. Saíram há duas horas. — Quantos? — O suficiente pra chamar isso de declaração de guerra. Me levantei. Peguei o coldre com minhas pistolas. Prendi no corpo. Ajustei os cabelos. Tudo em mim se prepara

