Emilly A chave girou na fechadura pela primeira vez como se abençoasse o que viria. Era oficial. Estávamos em casa. O caminhão da mudança ainda nem tinha ido embora e as caixas se empilhavam por todos os cômodos como pequenos mistérios à espera de serem desvendados. Mas nada disso importava quando olhei para Sarah entrando pela porta com os olhos brilhando e os pés descalços. — Mamãe, é tudo tão... tão... GIGANTE! — ela gritou, correndo em círculos pela sala. Logo atrás dela, veio Pipoca, a nova integrante da família: uma bolinha de pelos brancos e orelhas desproporcionais, que mais parecia um travesseiro vivo com patas. Pipoca correu como se o chão da nova casa tivesse cheiro de aventura, escorregando nos cantos e quase batendo de cara nas caixas. — Calma, Pipoca! Não é uma pista d

