Helena O chão de concreto da academia improvisada no subsolo do edifício romano vibrava sob meus pés descalços. As luzes frias penduradas no teto oscilavam levemente, como se antecipassem o que viria. Dankan Romanov estava encostado numa das paredes, com os braços cruzados, observando cada movimento meu com olhos de lobo. Treinar com os russos era como viver num eterno campo de guerra. Não existia piedade. Não existia pausa. Apenas suor, dor e repetição. Yuri, o mais velho dos instrutores, me ensinava a usar faca com a precisão de um cirurgião. Seus golpes vinham como flechas. Rápidos. Silenciosos. Cada vez que ele me derrubava, eu me levantava mais ágil. Mais fria. — Controle a respiração — dizia ele, com aquele sotaque carregado. — Você não pode tremer na hora de tirar uma vida. Tat

