Arturo O mar estava calmo naquela noite. A brisa vinha morna, trazendo o cheiro de sal e liberdade. O sol havia se posto há pouco, e o céu ganhava aquele tom púrpura de aquarela, como se o universo estivesse pintando uma tela só pra gente. As luzes da cidade estavam distantes, pequenas demais para nos tocar. Ali, só existíamos nós dois — eu e Emilly — flutuando sobre as águas tranquilas a bordo de um barco velho que reformei com minhas próprias mãos. Sarah estava com Meg e Cristian, e pela primeira vez em muito tempo, nós tínhamos silêncio. Tínhamos paz. Arrumei tudo nos mínimos detalhes. Coloquei velas de citronela ao redor da pequena cabine, joguei almofadas sobre o convés, espalhei pétalas que roubei do jardim da Meg e escondi o anel embaixo da garrafa de vinho que escolhi com cuidad

