Esther Ferri narrando...
Olho para os meus pais que estão sentados bem em minha frente e caio na gargalhada.
Lidya: Que isso Esther?
Esther: É uma piada, não? — Digo para eles que estão sérios me olhando, não, não pode ser! isso só pode ser uma piada, uma piada de péssimo gosto.
Mikael: Lógico que não, estamos falando sério, você irá se casar.
Esther: Em qual século estão vivendo? Vocês tem noção da bobeira que estão falando? — Jesus, o que passa na cabeça dessas pessoas? não estou reconhecendo meus pais, casamento arranjado? Mas que merda é essa?
Lidya: Você vai se casar sim, precisamos disso. — olho pra eles sem entender. — minha filha, eu sei que é loucura um casamento arranjado, mas tem muitos por ai e alguns dão muito certo. A convivência ensina a amar. — faço uma careta.
Esther: Porq eu aceitaria essa proposta absurda? — Não consigo pensar em um motivo se quer, que me faça aceitar tal absurdo.
Mikael: Por que estamos falindo Esther. — arregalo os olhos. — Eles precisam de uma esposa e a gente de dinheiro, se nós nos associarmos com os Cooper's, não teremos chances nenhuma de falir, os números irão subir lá em cima. Então por favor minha filha, por nós e pela empresa que tu sonha em assumir um dia, aceite essa proposta absurda. — eu engulo seco e penso em tudo que meu avô construiu pra ter nosso sobrenome no patamar de hoje em dia e em como eu quero o controle daquela empresa.
Esther: Ok, isso é loucura, como deixaram isso acontecer? Meu Deus, nem quero saber, tudo bem, tudo bem, irei aceitar. — digo respirando fundo.
Lidya: Obrigada filha. — ela diz querendo me abraçar e eu recuo para trás.
Esther: Não é só por vocês, e pelo meu avô que deu o sangue para conseguir nos colocar nesse patamar e principalmente pela empresa. — eles apenas concordam e eu subo pro meu quarto, meu Deus, que loucura é essa? Eu vou me casar, com um Cooper, espero que ele não seja tão babaca e espero que ele seja o tipo de homem que eu gosto na cama. Pego meu celular e ligo pra Helena, ela é minha melhor amiga e diria que até mesmo a única, o resto é conhecida, ela é a única que é como eu, doida e por ai vai, ela quer assumir a empresa do pai também, diferente das outras meninas da nossa idade, que estão em busca de um marido que as banque e só querem saber de roupas cara e gastar muito no shopping, a gente não, a gente quer ser reconhecidas pelos nossos esforços.
Ligação on...
Esther: Você não vai acreditar. — Digo ainda sem acreditar nisso tudo...
Helena: Oii minha linda, sim estou ótima, que bom que perguntou e você? — Helena e seus dramas, do risada e aproveito pra jogar a bomba.
Esther: Até então noiva.
Helena: QUE? COMO ASSIM NOIVA? — Afasto o celular do ouvido com o berro que ela deu.
Esther: É, eu vou me casar, meus pais me informaram hoje. Casamento arranjado, eeee. — digo debochada.
Helena: Que século seus pais vivem?
Esther: Falei o mesmo!
Helena: E você topou esse absurdo?
Esther: Não tenho escolhas, era isso ou falir e eu não vou afundar o nosso sobrenome, meu avô deu duro para conseguir.
Helena: tem razão, talvez de sorte e seja um homem incrível. — ela diz rindo.
Esther: Só sei que é um Cooper.
Helena: ah meu Deus, sera que é Mike Cooper? Um dos solteiros mais cobiçados, se não o mais? — a imagem do Mike vaga pela minha mente, ele é um pedaço de m*l caminho.
Esther: Não faço ideia.
Helena: Quero ficar por dentro de tudo! E quero ser a madrinha.
Esther: E você vai! Bom, tenho que desligar.
Helena: amanhã vamos sair pra almoçar e você me contar tudinho, beijos.
Esther: Ok, beijos.
Ligação off...
Me sento na cama e começo a pensar na reviravolta que minha vida vai ter, bom, eu tenho 23 anos, sou de uma família rica e bem reconhecida, graças ao meu avô, mas pelo jeito, meu pai fez uma cagada grande, e pra não nos levar a falência terei que perder minha liberdade, espero que esse Cooper não seja um completo i****a, talvez as coisas possam dar certo se nós dois facilitarmos.
—
Ontem fui pra mansão da Helena, já que não conseguimos almoçar no dia seguinte, contei tudo para ela e aproveitamos para fofocar e ver os Cooper's, e cá entre nós, o mais gostoso é o Mike, porém o mais cretino e arrogante também. Lucca, primo de Mike é um gato também e aparenta ser gente boa.
Hoje combinamos de ir na inauguração da boate nova, segundo ela, tenho que aproveitar minha liberdade e eu super topei, como falei, embarcamos uma nas loucuras da outra. Pego minhas coisas e desço as escadas dando de cara com o meu pai na sala.
Mikael: Vai aonde?
Esther: Sair com a Helena, aproveitar meus últimos dias livre. — falo irônica.
Mikael: Olhe lá o que vai fazer em, ah, e tem mais uma coisa, não beba tanto, amanhã as 20h temos que estar na mansão Cooper, será o jantar de noivado. — arregalo os olhos, só bomba atrás de bom, mania chata de avisar sempre em cima do laço. — boa noite querida. — ele vira as costas e sobe as escadas. Eu vou direto pra mansão da Helena, cheguei e comprimentei o Sr e a Sra Karev e subi pro quarto da Helena.
Esther: Amanhã temos compromisso! — Digo pra mesma que me olha sem entender...
Helena: o que? que compromisso doida?
Esther: meu jantar de casamento na mansão Cooper.
Helena: Ok, então temos que ir no shopping ver nossas roupas.
Esther: Ok. — começamos a nos arrumar e fomos pra boate, era a fantasia então eu alisei meu cabelo, prendi o mesmo em um coque e coloquei uma peruca loira, coloquei uma máscara e um vestido preto colado, Helena estava com seu cabelo preso, estilo as mulheres antigas, uma máscara e um vestido branco colado também. Estamos sentadas no bar bebendo e sabe quando tem a impressão que tem alguém te observando? É assim que eu me sentia, então meu olhar direcionou para a área vip, vidro fume, não da pra ver nada, mas sei que é atrás daquele vidro que alguém está a me observar.
Retorno minha atenção pra Helena e vamos pra pista dançar, até que alguém se aproxima.
Xx: Boa noite garotas do bar. — damos risada pelo apelido dado a nós duas...
As duas: Boa noite.
Xx: Queria saber se não queiram se juntar a mim e ao meu amigo na área vip? — olho pra Helena que sorri e confirma.
Esther: Será uma honra. — ele vai se apresentar e a Helena o corta.
Helena: Sem nomes, lembre-se. — ele sorri e confirma. Subimos com ele e quando chegamos lá, meus olhos vão de encontro ao tal amigo que parece ser um verdadeiro pecado. Ficamos ali conversando e meus olhos toda hora iam de encontro com os dele.