Ele faz uma cara de dor. O som pesado de sua respiração angustiada me toca lá no fundo. —Sim, você admira o político. Isso é bom. Quer dizer que tenho passado nos meus comícios a veracidade das minhas palavras, mas não é essa admiração que eu quero de você. Quero que você enxergue o homem, não o Duque, o político ou o pai de Catarina. Você entende isso? Não respondo e me aproximo dele. O cerco com meus braços. Ele me encara confuso com meu gesto, afinal, não estamos encenando agora. Apenas olho para ele, dou-lhe tempo para ele entender o quero dizer com meu abraço. —Que espécie de jogo é esse, afinal? —Eu aceito. —Aceita? —O que tem me proposto desde então... Seus olhos brilham nos meus, se intensificam de um jeito delicioso e primitivo e ele rosna: —Deus! Sem aviso, de repente e

