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1201 Palavras
Tudo foi uma tremenda confusão na nossa volta para Los Angeles. Quer dizer, nem tudo, mas nossos planos tiveram que se adaptar. Mais uma vez repito, esse fim de semana foi pura confusão.  Eu e Noah acordamos pouco antes da hora do almoço, a reunião da empresa ainda estava acontecendo e demorou mais que o planejado. Para piorar, um trânsito intenso ligava o estado de Nevada à Califórnia, o caminho que deveria durar quatro horas acabou sendo feito em seis, o que resultou na nossa chegada após as sete da noite.  O jantar estava marcado para às oito e meia e foi exatamente por isso que minha mãe me pediu para ir com os Urrea e me arrumar por lá. Ok, não era tão r**m, mas eu ainda precisava de um vestido para usar naquela noite, já que chegaria junto aos convidados.  Poderia usar alguma roupa que Linsey deixou para trás quando se mudou para o Tennessee para a faculdade, mas o estilo boho não combinava muito comigo, o que vesti na noite passada estava fora de cogitação. Por fim, depois de uma caça incessante por algo na minha pequena mala, lembrei de um vestido preto que tinha ficado por aqui após uma festa qualquer, combinaria com o sandália que levei para Vegas.  Não era exatamente o que eu planejava para aquela noite mas com um r**o de cavalo bem feito e uma maquiagem um pouco pesada, junto aos saltos grossos pretos, consegui ao menos passar um pouco da impressão de adulta responsável que tentávamos buscar durante aqueles jantares.  Por Deus, o vestido não era curto mas sim extremamente justo e um pouco decotado. Exatamente por isso, busquei um blazer do meu melhor amigo para jogar por cima, pelo menos durante a recepção, é claro que não o usaria dentro de casa por muito tempo.  Ok, parece estranho, mas era importante para mim conseguir passar seriedade e responsabilidade em pequenos eventos como aquele.  Noah era icônico, digo isso com um orgulho imenso. Ele tinha retocado o esmalte preto cintilante nas unhas durante a viagem, agora vestia nada menos do que uma calça jeans de lavagem escura, calçava botas pretas e sua blusa social, dobrada até os cotovelos e com o fundo preto tinha estampa de flores amarronzadas.  -Eu te amo, Urrea- o encarei de cima abaixo e ele sorriu, se aproximando de mim e me roubando um beijo.- Cadê suas coisas? Esqueceu que vai dormir lá em casa?  -Nunca- sorriu, ele era perfeito- Está tudo na mala de Vegas, praticidade baby- deu um t**a na minha b***a assim que ouvimos o grito de Marco nos chamando do andar de baixo.  Nós morávamos todos no mesmo bairro da escola, o que facilitou o trajeto até minha casa. Mesmo assim, pouco antes de chegar recebi uma mensagem da minha mãe avisando que os May já estavam no local.  Wendy destravou o porta malas assim que estacionou e eu e Noah tiramos de lá nossas malas pequenas. Toquei a campainha, já que minhas chaves com certeza estavam perdidas pelo meu carro guardado na garagem e esperei que dona Johanna fizesse as honras.  -Já estava com saudade- ela me abraçou- Está linda como sempre- disse colocando nossas malas em um canto e cumprimentando o resto da familia Urrea. Eu amava minha mãe, ela acima de tudo respeitava muito quem eu e meus irmãos éramos, nossas vontades e nossa adolescência, sempre disse que sua prioridade era que pudessemos nos divertir no que segundo ela era a melhor fase da vida.  -Pai- avistei Pepe ao lado de, provavelmente, Matt May e o abracei.  -Você fica fora um dia e essa casa já perde a graça- ele balançou meu r**o de cavalo.  -Eu sei que sou a filha preferida- pisquei ouvindo meus irmãos pigarrearem descontentes.  -Esse é Matt May- me apresentou o homem com um sorriso simpático e eu fiz o mesmo, o cumprimentando rapidamente- Noah- tirou o foco de mim assim que viu meu amigo se aproximando- Como foi a viagem? Não se casaram por Vegas não é?- nos olhamos com a melhor expressão de nojo e gargalhamos.  -Nem se eu estivesse muito bêbado- Matt e meu pai riram e eu cerrei os olhos para o moreno.  -Bom saber Jacob, bom saber- sorri maldosa e me afastei antes que o assunto pudesse mudar com a chegada de Marco na roda. Fui até minha mãe, que estava com Wendy, Vanessa May, Sofya e Shivani.  -Olá- sorri simpática, odiava/ amava minha personalidade "formal".  -Filha, conhece Vanessa?  -Acho que já nos encontramos por aí- sorri simpática e ela me deu um abraço rápido, fiz o mesmo com Shivani e Sofya carinhosamente se pendurou no meu pescoço, minha caçula usava um vestido preto rodado e saltos dourados bem altos, ainda assim era visivelmente mais baixa que eu.  Shivani usava um vestido midi branco, rendado e delicado. Eu com certeza nunca usaria, mas até que não era f**o, combinava com ela e caia bem com seu biotipo, principalmente com a maquiagem leve e o cabelo trançado. Talvez meus conceitos sobre a garota realmente tivessem mudando depois de tudo que descobri sobre sua vida; ela mantinha um sorriso sem graça e nervoso no rosto, enquanto meu olhar era calmo.  -Onde está Josh?- perguntei pelo meu gêmeo e minha mãe me apontou para perto da lareira, estranhamente ele conversava de maneira amistosa com Bailey, enquanto ambos seguravam taças de champagne. Ainda não tinha percebido a presença dos dois e caminhei com calma até lá, analisando-os.  Enquanto meu irmão brincava com a moda usando uma calça social listrada, dobrada até o meio da panturrilha e blusa social preta, com tênis branco, Bailey se encaixava no padrão de perfeito mauricinho. Blusa social de mangas compridas dobradas até o cotovelo, em tom azul petróleo e completamente bem passadas, calça branca e tênis da mesma cor e apesar da personalidade, parecia uma afronta a sociedade vestido daquela forma.  Abracei a cintura de Joshua por trás e sorri quando ele me reconheceu pelo cheiro. Eu os amava demais, todos eles, meus irmãos, Sabina, Noah e até Sina, eles eram exatamente o significado de tudo de mais especial que eu tinha na minha vida e passar um dia longe de alguns deles já era um sacrifício.  -Jojo- ele sorriu me abraçando de volta- Senti sua falta- beijei sua bochecha- Como foi em Vegas?  -Ótimo, dormimos muito- encarei seus olhos idênticos aos meus.  -Passaram a noite em claro, tenho certeza.  -Não, pergunte a Noah.-neguei verdadeiramente- Dormimos tarde mas acordamos na hora do almoço- ri  -É claro, esse chupão confirma a história, foi a testemunha- apontou para o meu pescoço e eu coloquei a mão por cima, sem me tocar que tinha uma marca. -Ops- decidi me poupar daquele assunto, Josh era um pouco ciumento as vezes- Bailey- encarei o moreno atento em nossa conversa.  -Joalin- me cumprimentou com um aceno  -Falou com Sabina?- perguntei ao meu irmão -Sim, ela levou o tal de Pepe até o aeroporto e está vindo com os pais.  -Ok, vou pegar alguma coisa para beber- disse fitando o filipino dos pés a cabeça antes de me afastar. Não tinha ideia do porque tive aquela atitude mas achei necessário depois de fitá-lo olhando para o meu decote. 
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