Capítulo 68

1737 Palavras

Alice narrando Ele concordou com a cabeça, sem falar nada. Respirou fundo mais uma vez, abriu a porta e saiu do carro já com a cara fechada, completamente diferente do homem que minutos antes estava me provocando. Era outra energia. Ele atravessou o fuzil nas costas, ajeitou a arma na cintura e assumiu aquela postura de homem mau, de dono de tudo, de quem não admite erro nem ameaça. Eu desci logo atrás, e apesar de tentar manter a postura, eu não podia negar o medo que também me consumia. Medo de como eu ia ver o Henrique, medo do estado dele, medo da reação dele ao nos ver, medo do que ele poderia falar ou de como poderia reagir à nossa presença. Mas a ansiedade de finalmente ver aquele menino, de confirmar que ele estava ali, vivo, respirando, era ainda maior. Aquilo me consumia por

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