Capítulo 28

1826 Palavras

Alice narrando Eu abri os olhos deitada na maca, com a luz branca estourando na minha vista e a cabeça pesada, latejando num ponto específico que parecia pulsar por conta própria. Quando eu vi a Isadora ali do meu lado, de máscara, luva, aquele olhar firme que eu conheço tão bem, eu fiquei calma. Fiquei tranquila de um jeito quase automático, porque a Isadora é casa, é porto seguro, é gente que sabe o que faz. Ela me explicou o procedimento, falou do anestésico, dos pontos, do cuidado depois, e eu já sabia. Eu tava ciente. Eu conhecia cada etapa daquilo, porque eu já estive do outro lado da maca tantas vezes. Mesmo assim, enquanto a médica começava a costurar, minha cabeça não parava um segundo. Eu não sei que rumo a minha vida tá tomando. Tá tudo tão estranho, tão rápido, tão repetido

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