Isabella Ryan
O homem me leva a uma área mais calma do bar, onde só avia algumas pessoas bem vestidas e elegantes. Logo a frente vejo Daniel e Luara sentados em um sofá perto do bar com mais dois homens perto, que estavam de costas para nós.
— Deveriam cuidar melhor da sua nova amiga, Julia estava intimando ela lá fora.- Diz o homem.
Os dois homens de trás pararam a conversa e inclinaram um pouco querendo ouvir a conversa.
— O que a Júlia te fez?- Perguntou Luara se levantando do sofá para se aproximar de mim.
— Ela simplesmente leu a minha ficha e disse ser Obsessiva.- Explico sem delongas.
— Júlia não aprende, sempre a mesma ladainha.- Diz Daniel pegando mais uma bebida no bar.
O homem que me ajudou vai até os dois caras virados, sussurra algo para eles e depois vai na direção de uma cortina, passando pela mesma. Um dos homens vai na direção do homem que me ajudou e o outro ficou apenas terminando de beber sua bebida.
— Não dê ouvidos a Júlia. Vem, vamos beber. Não te chamei para cá, pois você parecia bem vidrada em um... Cantor.- Diz com um sorrisinho cheio de iniciações.
- Claro que não, achei a letra da música interessante.- Minto. Cruzo meus braços em forma de p******o.
- Lógico que foi a letra da música. Bom, não te falei mais somos amigos dos integrantes da banda. Alguns mais íntimos, outros não. Vou te apresentar.- Diz Julia toda sorridente.
Daniel revira os olhos, se levanta com sua bebida em sua mão, passa seu braço pelos meus ombros.
- Não venha tenta jogar a menina nos braços de um integrantizinho de banda.- Diz ele serio.
- Sei até do integrante que você está falando. Mágoas passadas.- Diz Julia me puxando dos braços de Daniel.
Seguimos para as cortinas que o homem que me ajudou passou. Quando as cortinas de abriram, me surpreendeu o lugar que estávamos. Diferente dos outros lugares que estavam cheios de garotas loucas pelos garotos, ali era um lugar que parecia mais reservando.
Era uma sala em tons escuros. As paredes eram todas de cinza-escuro, o chão de madeira, as curtidas vermelhas e um lustre que não tinha nada a ver com o ambiente, mas deu um grande charme ao lugar.
Lá tinha todos os instrumentos que tem na banda, guitarra, violão, bateria, teclado, baixo, entre outros instrumentos avulsos que tinha ali.
Na frente avia um homem de cabelos totalmente esbranquiçados, uma pele clara. Ele estava usando uma blusa social preta, deixando as mangas escancaradas e dois botões abertos, dando visão ao único de seu peitoral, com uma calça bege básica. O mesmo estava com duas banquetas na mão e parecia perdido em seu mundo, enquanto batia as suas banquetas no ar em algum ritmo que desconheço.
- Isa, deixe-me apresenta-la. Este é maykon, meu grande amigo e baterista da banda strong Wind.- Diz Julia tocando no ombro do mesmo, o fazendo erguer o olhar.
Um sorriso reluzente aparece em seu rosto, um ar mais relaxado e sossegado.
- Julia não me apresenta a muitas garotas, mais se for para te esperado para te apresentar a mim, valeu a demora.- Diz e uma piscadinha na minha direção.
Sinto minhas bochechas esquentarem, mordo os lábios, nervosa e dou um sorriso sem graça.
- Prazer conhece-lo, sou isabela.- Digo sorrindo.
- Não ligue para as gracinhas de Maykon, ele costuma ser bem... Palhaço. Não mantive os bons modos na primeira vez que nós vimos. Sou Jake, um primo distante de Júlia.- Diz o homem que me ajudou vindo na minha direção e estendo a mão.
- Prazer, Isabella. Obrigada por me ajudar hoje.- Falo apertando sua mão.
- Convencemos aquela figura, estamos acostumados.- Diz Maykon rindo.
Escuto o barulho das cortinas se abrindo com força e logo, passos firmes no chão. Ao me virar observo o portador dos cabelos loiros naturais de sentar no sofá preto que tinha ali no canto, pega uma guitarra vermelha. Seus dedos rolavam levemente pela guitarra que quase não saia som, ele parecia muito pensativo enquanto mexia em sua guitarra.
Era incrível como ele me fascinava de um jeito que eu não sabia explicar. Meu corpo parava de aceita os comandos do meu celebro e agia por si só. Os meus amigos atrás falam algo, em um transe não escuto o que é, apenas concordo levemente com a cabeça.
O loiro encantador a minha frente ergue seu olhar a mim. Ele me avalia dos pés a cabeça, um olhar sério e focado. Mesmo sua expressão neutra, seu olhar parecia ter tantos mistérios, tantos segredos.
O mesmo se levanta do seu lugar, vem a minha direção. Meu coração acelera na mesma hora. Minha mente alertava perigo, me avisando que nunca senti isso e poderia ser catastrófico. Uma garota que nunca se atraiu antes por absolutamente ninguém é novidade, principalmente na minha idade sem ter se relacionado com ninguém.
Ao chegar do meu lado, para quando seu ombro está a centímetros do meu.
- Seus amigos foram para um bar que os meus parceiros gostam de ir. Consegue ir sozinha?- Sua voz era firme, uma rouquidão no final.
Apenas balanço a cabeça dizendo que não, já que não saia nenhuma palavra na minha boca. O mesmo me olha de canto de olho, caminha até a porta e para repentinamente.
— Vem.– Diz e volta a andar.
Meus pés ganham vida própria e andam rapidamente na direção dele. Ele andava na minha frente com passos firmes, seus ombros largos não me deixavam ver muito bem o que tinha pela frente. Ao sairmos do local do show, estava caindo o mundo lá fora, nos impedindo de ter acesso a garagem.
Sinto uma pressão nos meus ombros e algo me puxando. O loiro ávia colocado uma jaqueta sobre mim e seus braços sobre meus ombros. Ele começa a correr e sigo seus passos me fazem ter que correr também.
Aquele homem me ajuda a entrar no carro preto e depois senta no lugar do piloto.
— Obrigada.– Falo.
— Agradeça a seus amigos, eles mandaram eu te trata bem.– Diz sério.