Hulk Narrando Levantei num pulo, num susto infernal do caralhö com o celular da Cecília tocando. Desgraça, quase caí da cama, quase infartei. Olhei pro lado e a onça tá dormindo bem plena. Não acredito num trem desses não, mano. Levanto bolado, vou pro banheiro, tomo meu banho pra tirar o suor do corpo, e o telefone dela começa a despertar de novo. Deixo tocar, , agora ela acorda. Se não acordar, vai ficar aí; vou pra esse baile sozinho. Saio do banheiro, vou pro closet, me trajo de Lacoste e Nike no pé, pego meus cordões, relógio e anéis. O pai é vaidoso! Aquele desodorante e o 212 pra finalizar. CECÍLIA — Ei, pra onde você pensa que vai sem mim, seu cachorro? Não acredito nisso! — Fala fazendo bico, e eu vou até a cama e dou um selinho nela. — Se continuasse dormindo, ia ficar mesmo.

