«Podes ficar todo o tempo que queres» põe-se a sorrir benévola a minha mãe. «Ainda não percebi quando partes», insta o meu pai, «e quando regressas.» «Tenho o navio das 15 e chegarei...» «O navio?» Dão a réplica em coro. «É mais comodo, embarco de Ancona com o carro e chego direto ao porto de Atenas às 12 do dia seguinte: uma boa dormida e de manhã estarei já ali, sem dar-me conta.» «Se o mar estiver menos agitado, de outro modo apercebes-te e de que maneira» é o “voto” do meu pai. «Reservaste a cabina?» pergunta preocupada a minha mãe. «Ainda não» respondo, não tendo a coragem para informá-los que só tomei a decisão da partida ontem. «E como farás? Estará tudo ocupado!» exclama pessimista. «O navio é enorme.» «É melhor que partas o mais depressa possível, porque estará cheio de

