VI-4

2010 Palavras

«Usava-se assim.» Insisto com as perguntas: «E esta Sagrestia vecchia [sacristia velha] é obra de Botticelli?» «Nãaao: de Brunelleschi!» ela espanta-se pelo meu escasso conhecimento da arte renascentista. «De todas as formas ali há um fresco famoso, me parece que afigura algo astronómico.» «A noite!» «Com certeza,» acrescenta ela, «a noite: pintada por cima da tumba do Magnifico, como dizem os versos que transcreveste.» «E o tal fresco foi feito por Brunelleschi?» «Brunelleschi era um arquiteto» rebate. «Projetara a sacristia, mas o fresco é de um outro artista plástico, só não me lembro quem.» «É ele!» Exclamo entusiasta. «É ele o pintor, o larápio dos despojos imperiais!» «Visto que estavas a claudicar pensando que fosse Botticelli?» não lhe escapa de deixar a sua observação. «N

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