Nathaly
São seis e quarenta e já estou pronta, sentada na sala esperando por Thales. Quando chega me olha com olhos ardentes e me sinto satisfeita, sei que gostou do que vê.
Depois de me dar um selinho, me entregou um conjunto de jóias que é um luxo e também caro. Sei porque as vi na semana passada em uma revista .
Também colocou em meu dedo um anel que cismou que me deve. Outra jóia linda e tenho certeza que não foi barato. Não estou acostumada a usar tanta jóia cara, no Brasil é um risco já que o número de assaltos é grande.
Thales subiu para tomar banho e já está descendo como um Deus grego em um terno preto com abotoaduras combinando com o meu conjunto. Está de tirar o fôlego e me sinto feliz em ser sua acompanhante.
- Vamos?
Me deu a mão para levantar e depois a pousou em minhas costas, o calor sobre minha pele nua pelo decote do vestido. Sinto o leve carinho que ele está fazendo e me sinto excitada.
- Se não parar, vai ser difícil chegar ao seu compromisso.
- Estou ansioso para voltar. Vou ter um prazer indescritível em tirar essa roupa Sra Orsini.
- Se comporta Sr Orsini. Ainda nem saímos.
- Você não tem noção de como está sedutora, querida. Vou te mostrar mais tarde.
chegamos a NY em uma hora e o hotel do evento estava lotado de carros de luxo na garagem. Seguranças por todos os lados, a nata da sociedade estava ali hoje.
Entramos no salão finalmente decorado e Thales sempre de braços dados comigo, me apresentou a várias pessoas.
- Boa noite Thales!
- Oi Ted. tudo certo por aqui?
- Tudo! Oi Nathaly. Sou Tedson Hurat. Amigo do Thales e advogado de vocês.
- Prazer Sr Hurat.
- Por favor, Ted ok? Não vou te chamar de Sra Orsini.
Eu dou um sorriso para ele. Ted e bem descontraído. Me lembro dele no hotel, no dia em que conheci o Thales.
- Contanto que não se engraçe com ela.
- Qual é, Thales?
- Pegou minha mão e deu um beijo depois de fazer uma reverência engraçada.
- O Glem está aí. Acho que terá que usar seu charme com ele. Não ficou interessado na nossa proposta.
- Vou falar com ele depois. Mais alguma novidade?
- O grupo obrash quer negociar com a gente. Vão apresentar o projeto, mas pleiteiam um desconto.
- Negocia até dez por cento. Se não fechar, passa para frente.
- Deixa comigo.
Ted se afasta e eu falo com surpresa.
- Como pode negociar a porcentagem sem saber a obra?
- A construção civil tem um preço fixo por metro quadrado. Esse é o desconto final sobre o valor da obra.
Não entendi muito bem, mas também não vou atuar no ramo. Me concentrei em olhar em volta.
Notei que Thales chama a atenção das mulheres em volta, que o encaram sem se preocuparem em disfarçar. A maioria estava acompanhadas de homens notáveis.
- Sr Orsini? Que sorte te encontrar aqui.
Me viro acompanhando Thales para cumprimentar o homem recém chegado e sua acompanhante. Uma ruiva com leves sardas no rosto, mas de uma beleza notável.
- Sr Cárdenas. O prazer é meu. Essa é minha esposa Nathaly Orsini.
- Prazer Sra Orsini. Parabéns pelo casamento. Eu não sabia que tinha casado Sr Orsini.
- Me casei recentemente. Ainda não fizemos a cerimônia religiosa.
Me espantei. Nunca discutimos uma cerimônia.
- Minha namorada, Júlia Barrot.
- Conheço a Srta Barrot.
- Como está Thales?
Achei estranho a interação dos dois. Mas não vou questionar sobre. Sou capaz de apostar que já foram íntimos, o jeito que a mulher o devora deixa claro que foi dispensada e seus olhos afiados me encarando com um ódio contido.
- Muito bem!
Ele se vira para Lauro Cárdenas sem dar maior atenção a ela ou apresentá-la a mim como às outras.
- O que anda fazendo?
- Estamos planejando um novo hospital, maior e mais equipado que o Medicine Center. Gostaria de ter a Orsini na elaboração do projeto.
- Podemos marcar uma reunião com nossa equipe. Tenho certeza que chegaremos a um acordo satisfatório.
- Espero que sim. Papai está contando com isso. Viria pessoalmente, mas minha mãe não está bem.
- Diga a ele que faremos o melhor para garantir o projeto. Vou pedir para Elizabeth marcar um encontro com nossa melhor arquiteta.
- Na verdade, você poderia ir vê-lo. Teremos prazer em receber você é sua linda esposa. Tenho certeza que meus pais vão gostar dela.
- É uma possibilidade. Se conseguir abrir um espaço na minha agenda, o farei com prazer.
- Então é isso. Boa sorte na disputa.
- Obrigado.
Dessa vez, Thales se afastou do casal e eu tinha certeza que havia algo ali. Pouco depois me disse baixinho.
- Evite o Cárdenas. Não é uma boa pessoa.
- Não tenho porque me aproximar, não o conheço.
- Mas se convir, ele vem atrás de você. É um profissional brilhante, mas um playboy incurável.
- É a Srta Barrot?
- É uma modelo sem muito destaque.
- Não é isso que perguntei. Do jeito que me encarava, parece que roubei alguma coisa dela.
Atenta a sua reação, Thales não tinha como negar, mas também não disse nada significante.
- Ela é coisa do passado, não tem com que se preocupar.
Eu sabia que estava certa e tinha certeza que não era coisa do passado para ela. Em questão de presença física, Lauro Cárdenas era bonito mas, estava longe de superar Thales. Já em questão financeira, não tenho certeza de quem tem mais poder de fogo, nunca me aprofundei nas posses de Thales, mas duvido que a Sta Barrot se envolva com um homem de pouca posse.
Pouco depois fui apresentada ao Sr e Sra Glen. Um casal simpático na casa dos quarenta. Não prestei muita atenção na conversa dos homens, já que engajei uma conversa animada com Louise Glen.
- Parabéns pelo casamento. Me faz lembrar meu primeiro ano de casada. Quantos anos você tem?
- Vinte e três.
- Você se casou em uma idade ótima, Com vinte e três anos eu já tinha meu segundo filho. Quer um conselho?
- Claro!
- Espere uns dois anos para arrumar filhos. depois que eles nascem, sua vida muda por completo. Não sobra tempo nem para olhar no espelho.
- Não estamos planejando nada por enquanto.
- Vocês ainda estão em lua de mel, claro que não tem planos.
Gostei muito de Louise Glen, a conversa fluindo naturalmente.