- Puxa, obrigado mesmo, é muita gentileza da sua parte, mas eu tenho medo de deixar o seu Tião sozinho, vai que aqueles garotos apareçam de novo… - Falei. - Olha, ele está lá há anos, lembro que eu era pequeno e seu Tião já estava nas ruas, e eu não lembro de nunca terem feito nada pra ele, o cara é quase a Mônica. - Quê? - Quis dizer que ele é quase o dono da rua. - Eu ri com seu comentário. - Mas sério, o pessoal o respeita, acho que você deu azar mesmo. - Fiquei um pouco pensativo. - Não acredita em mim? - Obrigado. - Lhe sorri. - Vou tomar banho. - Espirrei duas vezes seguidas. - Hã… Tem uma toalha? - Claro. Pegou uma toalha em seu roupeiro e me alcançou. Ele me direcionou até o banheiro e tomei um banho como não fazia há três anos, nem lembrava como era a sensação da água caindo

