Disparos

978 Palavras

O sol já tinha descido fazia horas quando eles voltaram ao bunker. O lugar estava silencioso, abafado, com aquele cheiro constante de terra, concreto úmido e caixas empilhadas. A iluminação amarelada das lâmpadas penduradas deixava o ambiente com um ar quase clandestino, como se o lugar existisse fora do tempo. Valente empurrou a porta pesada e entrou primeiro. Alice veio logo atrás, segurando o cabelo preso em um coque improvisado. O vestido elegante já tinha sido trocado por uma roupa muito mais simples — calça jeans escura, camiseta preta e tênis. Nada de glamour agora. Dioguinho apareceu por último. — Mano… — ele olhou em volta. — Só de olhar já dá preguiça. O bunker estava exatamente como tinham deixado: pilhas e mais pilhas de sacos empilhados, caixas, embalagens, tudo organiza

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