O morro voltou a respirar… mas de um jeito diferente. Não era mais aquele silêncio pesado depois de tiro. Era barulho. Movimento. Correria. Trabalho. O bunker, que por alguns dias tinha sido apenas um esconderijo de tensão, voltou a pulsar como um coração — acelerado, constante, perigoso. Alice estava no meio de tudo. Não observando. Comandando. — Vamos, gente! Sem enrolar! A voz dela ecoava no espaço fechado, misturada com o som das máquinas, das caixas sendo arrastadas, das pessoas entrando e saindo com pressa. Valente observava de longe. Encostado numa das paredes, braços cruzados. O olhar dele não era mais só de desconfiança. Era de respeito. Porque aquilo ali… não era improviso. Era organização. E fazia tempo que ele não via aquilo dentro do próprio sistema. Os home

