Episódio 34

1313 Palavras

A primeira lágrima caiu sem aviso. Depois outra. E outra. Até que me vi no chão, com as costas contra a cama, soluçando silenciosamente. Porque, mesmo em meio à minha dor, eu estava condenada ao silêncio. Eu não chorava por causa de suas palavras cru*éis. Eu chorava por tudo que tive que suportar, chorava porque a vida tinha sido tão injusta comigo, chorava porque não bastava ela ter tirado a minha voz. Agora ela havia tirado também a minha liberdade e a minha felicidade. Porque Magnus Corleone, o homem mais temido da Itália, o homem que comprou a minha vida como se fosse um vaso antigo, esse homem me faria conhecer o infe*rno, eu sei disso, eu sinto isso. Enxuguei as lágrimas com raiva. A toalha escorregou do meu corpo enquanto eu me levantava e caminhava até o camarim. Com as mãos trê

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