— Bem-vinda ao lar, senhora. Disse a gentil mulher enquanto abria a porta do quarto. Assenti com um sorriso tímido e instintivamente movi as mãos em algum tipo de sinal de agradecimento. Os seus olhos se arregalaram, compreendendo de repente a minha condição. — Ah, sinto muito, senhora. Eu não sabia... Ela disse, sem graça. — Eu não entendo linguagem de sinais. Eu só consegui sorrir, tranquilizando-a. Eu não era a primeira, nem seria a última, a me surpreender com a minha mudez. A mulher, talvez para aliviar a tensão, começou a me mostrar os detalhes do quarto: o banheiro privativo, os armários já abastecidos com roupas novas, minhas malas ainda fechadas, os lençóis de seda egípcia — tudo estava impecavelmente arrumado. Quando ela finalmente saiu, me virei lentamente para examinar o qu

