Sentei-me lentamente, fazendo com que ambos os cães levantassem a cabeça, observando cada movimento meu. Os seus olhos me seguiam com uma devoção que eu nunca vira antes. Nem para meu pai. Nem para Magnus. Nem para ninguém. Decidi libertá-los do seu confinamento, da sua prisão. Queria ver até onde esse poder recém-descoberto se estendia, até que ponto eles eram capazes de me obedecer. Se não obedecessem, se decidissem atacar alguém, se matassem um ou dois, ou alguns nesta casa… bem, não seria problema meu. Pelo menos não meu. Um sorriso se formou nos meus lábios com esse pensamento. Era libertador, de uma forma distorcida, não me preocupar com as consequências. Não quando a minha própria vida havia deixado de importar momentos antes. Levantei-me e caminhei em direção à porta da jaula. T

