Parei por um instante para gravar aquela imagem na minha memória. A sua pele, branca como a neve, marcada pelos meus beijos, seus lábios inchados, o rubor que ainda coloria as suas bochechas. Ela parecia um anjo caído, linda demais para este mundo, perfeita demais para um homem como eu. E, no entanto, ela era minha. — Venha comigo. Eu disse, a minha voz mais suave do que pretendia. Sem esperar por uma resposta, inclinei-me e a peguei nos braços. Ela era leve, frágil. Eu poderia quebrá-la com um único movimento brusco. E, no entanto, havia nela uma força que me fascinava. A mesma força que a levara a me seguir até o porão, a testemunhar a minha natureza mais sombria sem hesitar. Levei-a para o banheiro, sentindo-a se aconchegar contra o meu peito, a sua cabeça repousando na curva do meu

