| Amanda McCall |
Lydia apagou na cama e eu vi que já se passavam das 20 horas da noite e eu vou ter que voltar a pé. Isso é uma droga.
Resolvi não acordar a Lydia e sair de mansinho.
Vesti apenas minha cueca e top, peguei minhas roupas e sapatos nas mãos indo até a porta e deixando entre aberta para não fazer barulho e acabar acordando ela.
Enquanto eu descia as escadas ouvi um barulho de vidro batendo na cozinha e fiquei em alerta, usei meus sentidos e senti perfume de mulher e vinho, depois ouvi o som do vinho batendo no fundo de um copo ou taça.
Tudo ficou em silêncio por dois segundos, mas daí ouvi som de passos vindo na minha direção, eu travei no meio da escada, só de roupas intimas e na casa de uma garota que eu m*l conheço.
Ótimo. Minha mãe me mataria se soubesse que ainda estou viva.
— Quem é você e o que faz aqui na minha escada vestida assim?! — A mulher me perguntou surpresa e com uma taça de vinho na mão.
Então era taça.
— Olha, não é o que parece — Digo nervosa e começando a vestir minha calça rapidamente.
— Então você não é uma desconhecida quase pelada na minha escada? — Ela diz irônica e eu termino de vestir a calça e fecho o botão voltando a olhar para ela.
— Eu só não queria acordar a— Antes de eu terminar ouvi a porta do quarto da Lydia se abrir totalmente e eu fechei meus olhos suspirando. Droga.
— Mãe, por que você está falando tão alto? — Ela vem andando pelo corredor e depois aparece nos olhando e arrumando seus cabelos.
— Oi, ruivinha — Aceno para ela sem graça.
— Achei que já tivesse ido embora — Ela sussurra vindo até mim na escada.
— Eu tentei — Sussurro de volta e volto a olhar para a mãe dela.
— Você pode me explicar o que está havendo aqui, Lydia? — A mulher pergunta impaciente e removendo os óculos do rosto.
— Acho melhor eu ir embora, você devem ter muito o que conversar — Falo passando pela mãe da Lydia e tentando correr até a porta.
— Está trancada, e por que não fica para o jantar? — Ela sugere e eu giro a maçaneta contestando que realmente estava trancada.
— Eu tenho um monte de coisas para fazer, Sra. Martin — Tento dar uma desculpa me virando para ela que acenou com a cabeça enquanto bebia um gole de seu vinho.
Acho que ela já bebeu demais.
— Tem certeza que não quer ficar? — Ela pergunta olhando para Lydia que revirou os olhos e me puxou para a cozinha me deixando sem entender.
— Senta logo — Lydia diz se sentando ao meu lado e suspirando.
— Você é muito mandona, mas eu realmente não posso ficar fora por muito tempo — Sussurro para ela que riu.
— O quê? Sua mamãe vai brigar com você? — Ela pergunta zombeteira me fazendo apertar os punho em baixo da mesa.
— Eu não tenho mãe — Digo me levantando da cadeira e começando a vestir minha blusa junto do casaco.
— Amanda, espera — Lydia diz mudando sua expressão de tédio para preocupação.
— Tudo bem, você não sabia, só perdi o clima disso tudo — Digo passando por ela ainda com meus sapatos nas mãos e indo até a porta.
— Amanda.. — Ela me chama e eu suspiro voltando a sorrir.
— Só abre a porta, outro dia eu janto com você e sua mãe — Contraponho deixando um selinho em sua boca e ela abre a porta para mim que calço meus sapatos e saio para as ruas.
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Estava andando pelas ruas até em casa quando vi varias luzes de viaturas perto de um posto de gasolina e resolvi ir até lá para saber o que estava acontecendo.
Quando cheguei mais perto das fitas e passei por algumas pessoas eu vi 3 corpos rasgados e ensanguentados perto da porta do banheiro e vários policiais ao redor, principalmente legistas.
— O que aconteceu aqui? — Me pergunto baixo e sinto uma mão pesando no meu ombro e me viro rápido me afastando.
— Parece assustada, Amanda — O pai da Alisson diz sorrindo e eu suspiro, mas ainda em alerta — Os policiais disseram que foi ataque animal, um leão da montanha para ser mais exato — Ele dita com sua voz rouca e calma olhando para os corpos e então me olha — Você acredita nisso? — Ele me pergunta curioso e eu engulo seco.
— Não sei, Sr. Argent — Respondo e escuro um rosnado baixo nas moitas e meu coração dispara.
— Pode me chamar só de Chris — Ele diz apertando meu ombro e eu fico tensa — Você parece nervosa, algum problema? — Chris pergunta olhando ao redor e o rosnado começou a se afastar me deixando mais calma e aliviada me fazendo voltar a olhar para ele com atenção.
— Não, se-Chris — Digo sorrindo e sinto uma gota de suor frio escorrer pelo meu pescoço me deixando arrepiada.
— Você não quer jantar lá em casa amanhã depois do seu jogo? — Ele sugere me deixando confusa, mas ele logo sorriu — Minha filha falou sobre você ser a nova capitã e que vai ter um jogo amanhã — Ele diz tirando a mão do meu ombro e enfiando no seu casaco.
— Não sei se posso — Respondo coçando a nuca com um meio sorriso.
— Ah, vamos lá, veja isso como uma oportunidade de nos conhecermos melhor — Chris fala começando a se afastar e indo até seu carro que estava à poucos metros de nós — Pense nisso, a Alisson vai falar com você amanhã na escola — Ele diz me lançando um ultimo sorriso e entrando no seu carro.
Depois que ele saiu os policiais começaram a evacuar a área e eu voltei correndo para casa. Eu estava com os pensamentos a mil.
Ele me chamou por ter me visto? Ele me chamou por querer me matar? Ele me chamou por ter dado em cima da filha dele? Ele me chamou por ter me visto e quer me matar por ter dado em cima da filha dele?
Acho que seria uma boa falar com aquele Derek Hale sobre esse ataque. O cara é um babaca, mas eu fiquei fora por 4 anos, ele deve saber mais do que eu.