Capítulo 147

1499 Palavras

O Medo Silencioso: A interceptação do carregamento e a captura do "vapor" foram golpes diretos, mas o impacto mais corrosivo da ameaça federal foi sentido nos lares da Maré, onde o medo e a incerteza corroíam a aparente estabilidade. As famílias dos líderes, antes protegidas pela prosperidade do porto, agora viviam sob uma nova e invisível tensão. Na casa de Bruno, a atmosfera se tornou densa. Luana, sempre atenta aos sinais, via Bruno cada vez mais recluso, seus olhos fixos em um ponto distante, mesmo quando estava em casa. As noites em que ele precisava sair às pressas tornaram-se mais frequentes, e cada sirene distante, cada carro desconhecido passando na rua, a fazia pular. O sono dela era leve e inquieto, e ela se pegava conferindo a cada hora se Jorge estava bem, como se a ameaça

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR