capítulo 11

1147 Palavras

CAPÍTULO 11 – THALES (quando o mundo fala... e você escolhe ouvir calado) Eu táva sentado na cama. Ou melhor, jogado. Com as costas suadas, a camisa cortada, o sangue ainda fresco na coxa onde eu socava minha própria maldição. O quarto parecia menor agora. Mais apertado. Mais sufocante. E cada bip do monitor era uma contagem regressiva pra um futuro que eu não pedi. A porta abriu devagar. Mas não era enfermeira. Nem psicóloga. Nem a médica que tentou me salvar de mim mesmo. Era ele. O médico-chefe. O tal neurocirurgião que tinha mexido na minha coluna como quem mexe em bomba-relógio. Entrou com a prancheta na mão e o olhar de quem carrega sentença. Mas não olhou pra mim de cima. Nem com pena. Nem com superioridade. Olhou como homem. De igual pra igual. Como se soubesse que ali, naq

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