10 - Eva Grayson

2630 Palavras
EVA GRAYSON Sexta 19:38 PM Estou empolgada para sair com o William. Sério, nenhum cara me chama para sair. Só uma ou duas vezes tive encontros. Nunca tive namorados, mas já peguei vários caras. Só que isso é diferente. Eu sei que o Elliot disse para não me apaixonar por ele nem pensar em compromisso. Eu não tô pensando. Mas ele me convidou pro cinema e isso é super romântico, além do fato dele ser super lindo e gostoso. Uiiii. Eva se segura. Acho que com ele eu posso ser eu mesma, no aspecto de falar o que quero, os meus desejos. Porque ele não tem vergonha nenhuma e me deixa bem à vontade. E a gente é uma ótima dupla de dançarinos. Amarrei um elástico daqueles pequeninos na mecha de cima da cabeça. Ficou um topetezinho bem fofo, também modelei umas ondas e calcei um saltinho preto. Não muito alto, só o bastante para não me sentir uma smurf perto dele. Meu vestido azul ficou lindo e com o batom mais claro fez ficar bem delicado. — Eva? — Jordan aparece na porta do banheiro quando estou terminando a maquiagem. Será que não me reconhece mais? — Oi Jordan. — dou um sorrisinho ainda olhando pro espelho. — para onde você vai assim tão linda? — encara minhas roupas. Nossa, eu tô linda! — Vou sair. Cinema. — Com a Emma? Nem me convidam... — cruza os braços desapontado. — Não. — rio. — Com o William. Ele ergue as sobrancelhas surpreso. — William? Cinema? Nossa, que surpreendente. William não curte a segunda vez. — Parece que comigo sim. — passo por ele para sair do banheiro e entro no quarto para guardar o batom na bolsinha junto com o celular. — Deve ser porque ele ainda não conseguiu o que quer. — me segue até o quarto. O Jordan só pode tá de zueira, tentando fazer uma imagem r**m do William. Mas, William deve mesmo estar querendo t*****r comigo. Depois da primeira vez todo mundo só quer isso quando fica em alguém. Pelo menos as pessoas que conheço. — Bom, eu também quero, então para mim tudo bem se ele quiser. — dou de ombros e ele ergue as sobrancelhas de novo. — Nossa. Não pensei que você era assim... — sai andando para sala. Eu mereço. Agora ele pensa que sou uma v***a. Devia ter medido as palavras. Com o Jordan não dá para falar de todos os meus desejos. — Também não é assim Jordan. Só disse que tenho essa vontade. Não significa que saio fazendo. Só é coisa da minha cabeça. — pego minha bolsa e entro na sala, sentando numa das poltronas. — Humm. Só cuidado com o William. — fica digitando no celular. Esse conselho é tão frequentemente que daqui a pouco vou ter medo do William. — É a Jenna. Respondeu mensagens? — já perdi a esperança de um sim. — Sim. Agora estou surpresa. — E aí? — pergunto curiosa. Ele não parece muito animado. — Disse que não foi nada e que a gente conversa quando ela voltar. — E quando ela volta? — Semana que vem. Na sexta. Ah, que m***a. Vou conhecer a Sarna Gatcha. Estava tão bom sem ela. — Você não está feliz por isso? — o encaro enquanto ele ainda olha o celular um pouco emburrado. — Tô sim. — não expressa nenhuma emoção. — Ah. Sim. Acabou de contagiar 0 pessoas com a sua animação. — digo irônico e ele finalmente olha para mim. Parece que tá de TPM! — Cadê o William? Não vem não? — ergue as sobrancelhas. Já estou me irritando porque ele faz isso toda hora. Parece que está irritado comigo. — Vem. — desbloqueio meu celular e abro o i********: para olhar as fotos enquanto espero. Silêncio. 19:50 PM A campainha tocou e meu coração começou a bater mais forte, levantei rapidamente e abri a porta. William está usando uma camisa estampada clara e uma jaqueta de couro. Seus cabelos estão lindos como sempre e seu sorriso s****o também. — Olá, gatinha. — ele beija meu rosto e depois me dá um selinho. Sorrio um pouco surpresa e esqueço de falar o que eu iria falar. Eu iria falar? — Você tá pronta? — Sim. Você é bem pontual. — ele chegou na hora certinha que falou. — Você tá muito linda. — sorri. Ok. Onde eu me bloqueio para não me apaixonar? — Obrigada. — sorrio com minhas bochechas queimando. — Vou pegar minha bolsa. — volto a poltrona. — J. C Blake! — diz com grandiosidade. — E aí, William. Qual é a boa? — continua dando atenção ao celular. — Vou ao cinema com a Eva. — William diz sorrindo de um jeito provocador. — Humm. Legal. — Jordan não mostra interesse. — Deixa ele William. Tá com ciúmes. — Saio de casa e William tranca a porta. — É parece mesmo. — ele passa a mão pela minha cintura e entramos no elevador. — NÃO TÔ NÃO! — ouvimos ele gritar antes das portas se fecharem e rimos. William fica me encarando sorrindo e eu meio que parei agora. Ele me arrasta para mais perto do seu corpo e me beija bem devagar. Primeiro somente com os lábios. Mas depois que seus dedos adentraram entre os fios dos meus cabelos, sua mão pressionou minha nuca e nossas bocas se grudaram mais ainda e sua língua entrou na minha boca. Uma boca doce, gostosa. Nossa, toda vez que tô perto desse garoto só penso em safadeza. Ele aperta sua mão por meu quadril e aperta minha b***a. Dou um t**a na sua mão e ele para de me beijar sorrindo. — Olha a mão boba. — coloco o dedo indicador no seu nariz sorrindo. — Ok. Desculpa. É que você desperta meu lado p********o. Com todo respeito. — admite eu rio mais. A porta do elevador se abre e ele me dá um selinho antes de nos desgrudar. Uma senhora entra no elevador. — Boa noite, crianças. — Boa noite. — falamos rindo um pro outro como se nada tivesse acontecido. 20:00 PM Chegamos ao cinema, que descobri que é bem perto da nossa casa e William já tinha comprado os ingressos. Vamos assistir Nasce uma estrela. Mas quase que a gente não saía do carro, porque William não queria parar de me beijar. Ele também tem um carrão, é uma Lamborghini preta. Sentamos no banco bem do fundo, não tem muita gente nessa sessão, e William está feliz por isso. Acho que ele não quer assistir ao filme. Ele quer ficar me beijando. Se bem que não me importo. O beijo dele é muito bom. O filme começa e o William não solta a minha mão. De vez em quando ele fica beijando meu rosto, meu pescoço, acariciando meus cabelos. Se isso tudo for para t*****r comigo, então tá desesperado. Ou ele pode não ser o que Elliot e o Jordan falaram. 22:15PM — Você já quer ir para casa ou quer ficar mais um tempo comigo? Eu te devolvo às 23... 23:30... Prometo. — me beija sorrindo. Não quero ir para casa. Tá tão bom com ele. Não assistimos o filme todo porque toda hora estávamos nos beijando, mas mesmo assim eu amei. A parte da música da Lady Gaga. Tô rindo disso na minha cabeça. — 23:00 porque amanhã vou visitar a casa dos meus pais e não quero acordar tarde. Você sabe como é o Elliot. — o abraço e ele beija meu ombro. — Conheço bem. Vamos para minha casa. Tudo bem? Prometo que não vou tentar nada que você não queria. — segura meu queixo me dando um selinho. Estou um pouco ansiosa com essa proposta. Talvez ele só queira t*****r comigo mesmo. Mas se não vai ter o que não quero, tudo bem. — Vamos. — sorrio. No caminho vejo as mensagens do meu celular. Na verdade, só tem três. Elliot — Cuidado viu! Não volte muito tarde. Emma Onde tu tá gata? Estava pensando na gente tomar alguma coisa hoje à noite. Jogar conversa fora. Jordan Eu não estou com ciúmes. Só para você saber. Seguro minha risada ao ver essa mensagem do Jordan. Ele não tem jeito mesmo. Ao chegar na casa do William encontramos uma mulher de Hobbie na cozinha. William segura minha mão com nossos dedos entrelaçados e a mulher parece surpresa. — Voltei mãe — ele beija o rosto dela. — Essa é a Eva, minha amiga. — ele solta minha mão e estendo-a para cumprimentar a mãe dele. — Muito prazer, Eva. Meu nome é Margô. — ela diz com um sorriso largo. Será que William traz muitas meninas aqui? — Prazer. — Ela é irmã do Elliot, mãe. — William abre a geladeira. — Você quer cerveja? Vinho? Suco? Iogurte? — me encara. — Tem pudim. Você gosta de pudim, Eva? — ela me olha com um sorriso abobalhado. Assinto. — Ok. Pudim. — William assente procurando. — Irmã do Elliot! Nossa, o William é tão legal. Ele fez um trabalho maravilhoso consertando esse aí! — aponta pro William. — Mãe... — ele enrubesceu. — Como? — pergunto curiosa. Elliot é totalmente perdido. Como consertar alguém? — Só vivia de festa em festa. Nunca o vi com uma garota. Sabia que você é a primeira garota que ele me apresenta? — conta empolgada. Não acredito nisso. To até rindo. #me_sentindo_especial. — Chega, chega de histórias sobre mim. Vamos comer no meu quarto Eva. — ele passa por mim constrangido, segurando dois pratinhos com pudim e colheres. — Foi um prazer, Margô. — sorrio para ela o acompanhando pelas escadas. O quarto do William é super grande. Uma suíte. Tem uma parede enorme que é toda de vidro. Ela está com as cortinas abertas e consigo ver uma paisagem linda de pinheiros e a piscina no quintal da casa. A cama é enorme e tem uma Bolsonaro chiquérrima, quadros com pinturas lindas. Tô perdida na beleza. — Esses quadros foram todos pintados pelo Elliot. — ele tira o sapato, ficando com as meias e vem até mim para entregar o pudim. Nunca tinha visto os trabalhos profissionais do Elliot. Ele realmente tem talento. — Obrigada. — pego o pudim e experimento. Uma delícia que me faz sorrir. — Tá ótimo. — É. A empregada da minha mãe cozinha muito bem. — ele senta na cama sorrindo. Senta aqui comigo. Sento ao seu lado e cruzamos as pernas em cima da cama. Nossas costas estão encostadas na cabeceira da cama e nossos ombros estão encostados um no outro. William me fita sorrindo e eu fico sem jeito enquanto como o pudim. — Que foi? — pergunto sorrindo. —Você é linda, sabia? Ah, que m***a!!! Vou me apaixonar. — Sim. Você já me disse isso. — sorrio e ele deita a cabeça no meu ombro depois de beijá-lo. — Não sabia que você era assim. Tão... romântico. — Por que não? — Porque o Elliot e o Jordan só ficam falando que você não é dessas coisas... Ele levanta a cabeça do meu ombro e me encara. — Bom, eu não sou o cara que namora. Sei lá, isso me assusta. Mas não significa que não posso ser romântico com quem merece. Você é legal. Merece ser bem tratada. — sorri para mim. Essa eu não esperava também. O William é melhor do que pensei. Mas, já sei que não posso me apaixonar. Ele me beija ficando mais perto de mim. Sinto que vai rolar algo mais do que beijos. E eu quero. — Espera. — para de me beijar e pega os pratinhos e as colheres colocando no chão. — Prontinho, estamos livres de quebrar a louça da minha mãe. — brinca segurando meu rosto e me beijando em seguida. Seu outro braço passa por minha cintura ele deita em cima de mim, me prendendo entre suas pernas. — Linda. — me dá um selinho. — linda. — outro selinho e dou risadas. — E esse sorriso! — segura meu queixo me beijando mais intensamente. Desprendi minhas pernas e me envolvi em volta dos seus quadris enquanto duas mãos apertam minha cintura e meus s***s. Arrasto sua camisa para cima e ele a tira, revelando um peitoral deliciosamente definido. Era só o que faltava para me deixar louca de vontade de t*****r com ele. — p***a, William. — acho que minha voz saiu bem tarada agora. Ele sorri e me agarra com força. 23:15PM — Sério, você tem que me levar. — tento convencê-lo a me levar para casa. Mas ele tá abraçado a mim e não me larga de jeito nenhum. Só fica me beijando debaixo do cobertor. — Dorme aqui. Prometo te levar bem cedinho para casa. O Elliot nem vai notar que não dormiu em casa. — coloca meu cabelo atrás da orelha. — Eu durmo com ele. Então acho que é impossível ele não notar. — Você é linda preocupada. — me dá um selinho e eu rio. — Você não vale nada mesmo. Tá me manipulando com esses elogios. — Eu? Manipulador?! Você que tá me manipulando com esse seu jeito encantador. Olha! Eu nem falo essa palavra. Não existia no meu vocabulário. E você tá na minha casa. No meu quarto, não trago ninguém. E fomos ao cinema. Sabe a última vez que fui ao cinema? Tem uns 4 anos. Sério. — William. para. — rio. — Duvido que não seja assim com as outras garotas. — Eu não sou assim com as outras garotas mesmo. Mas você além de linda, legal e encantadora é irmã do meu melhor amigo. Nunca trataria você m*l. Estou muito afim de você. Sério. Fique aqui comigo para sempre. Ou até a empregada entrar para trocar as roupas de cama. — segura meu rosto sério. — Preciso ir para casa. Sério mesmo. Ou você não vai me ter viva para ficar falando isso. O Elliot me mata. — explico e ele me dá uma sequência de selinhos ficando em cima de mim. — Elliot é um chato. — me beija. — Vamos. Vou te levar. — levanta demonstrando o peitoral lindo dele e fico babando. Não acredito que transei com um gostoso desses! Visto meu vestido e calço minha sandália. Quando saímos do quarto não encontramos mais a mãe dele. Saímos de casa e entramos na Lamborghini dele para voltar para minha. Tô morrendo de sono e depois da ducha quentinha no chuveiro do Willian fiquei com mais sono ainda. A cama dele é muito aconchegante. Abro a porta do apartamento e encontro o Elliot e o Jordan assistindo TV. Jurava que encontraria eles dormindo. — Oi. — Dou um sorrisinho. — Oi. — Jordan me olha rapidamente. — Cadê o William? — Elliot pergunta quando sento na poltrona vazia tirando meus sapatos. — Não subiu. — a gente se despediu no carro mesmo. Ele também estava morrendo de sono. — Humm. Assistiram qual filme? — Nasce uma estrela. — olho para a televisão. Estão assistindo Grey 's Anatomy. O que me faz pensar que eles só estavam me esperando chegar. Elliot até tá cochilando na poltrona. — E demorou tanto assim? — Jordan pergunta um pouco surpreso. Que enxerido. Tá querendo saber demais. — A gente foi para outro lugar. — Humm. Vamos dormir. — Ele se levanta entrando no quarto. Elliot entende o braço para que o ajude a levantar. Puxo seu braço e ele levanta o passando por cima dos meus ombros. Antes de dormir tiro minha maquiagem e escovo os dentes antes de cair como uma pedra sorridente na cama do Elliot. Que noite ótima. Agora só falta enfrentar o jantar de casamento dos meus pais amanhã.
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