—BRANDO— Estou exatamente há trinta e cinco minutos estacionado em frente à autoescola onde Alice faz aulas todas as tardes. Ela acha que vir aqui a relaxa. Suponho que a ideia de ter o controle de um volante lhe dá uma falsa sensação de liberdade. Não me incomoda. Afinal de contas, nenhum dos dois é livre neste casamento. Essa mocinha é ingênua e puritana demais para me preocupar com a possibilidade de ela fazer algo impróprio. Não é dela que desconfio... é dos outros. Alice tem o m*aldito hábito de acreditar que todas as pessoas ao seu redor são tão inofensivas quanto ela, como se vivesse numa versão açucarada do mundo, cheia de arco-íris e unicórnios. Preciso mesmo lembrá-la do que aconteceu naquela festa da fraternidade? Porque eu não esqueço que a drogaram e quase abusaram dela

