Posso observar como o cérebro dele está trabalhando a todo vapor. — Tudo bem... espero que não se importe se eu me servir de uma taça de vinho. Suspirou pesadamente. — Lembro que você nunca gostou que eu bebesse, mas naquela época eu não conseguia evitar... Pego a taça que deixei sobre a mesa, dou um gole vagaroso e olho para ele, direto nos olhos. Ele desvia o olhar, se eu não o conhecesse como o conheço agora, diria que ele parece culpado. Mas sei que essa palavra não existe no seu vocabulário. — Sua mensagem me surpreendeu. Ele diz, baixando um pouco a guarda. Parece que lembrá-lo do nosso passado ativa a sua veia teatral. Sento-me quietamente. — Como você já deve saber, meu pai está doente. E o mais provável é que o câncer vença a batalha... e eu... eu não quero continuar arras

