— Não perca mais tempo. Um poste de luz pisca sobre o telefone público onde Pietro disca, pela quarta vez, o mesmo número. Leva o fone de ouvido à orelha, impaciente, mas ninguém atende. — Não atende. Balbucia, desligando o telefone com um baque seco. Junto a ele, seu irmão Ângelo o observa enquanto fuma um cigarro. — Talvez ele nunca responda... quem sabe, pode ser que já esteja morto. Diz, sem rodeios. Pietro olha para ele de esguelha, sem dizer nada. Só volta a colocar as moedas e dicar novamente. — Pietro… Insiste Ângelo, dando um passo em direção a ele. — Temos que nos mudar, esta cidade não é mais segura. Se Enzo conseguiu nos encontrar, Brando não vai demorar a fazer o mesmo. Eu vou com a Olivia para a cidade dos pais dela, vou trabalhar no campo por um tempo... você deveria

