A chegada silenciosa de Daniel. O olhar longo, intenso, cheio de feridas. A incerteza. O medo. A saudade. E, antes que qualquer palavra pudesse ser dita, os dois foram para fora do bar. Não houve gritos — não desta vez. Houve apenas dor, confusão e o peso de anos m*l resolvidos. E então… a conversa veio. E foi longa. E doeu. E finalmente… libertou. Naquela madrugada, sentados no banco da praça em frente ao bar, os irmãos falaram sobre tudo o que parecia impossível de falar. Daniel respirou fundo, os olhos marejando antes mesmo que tentasse disfarçar. — Eu sei… você não quer me ver. — disse, com a voz baixa. Gabriel cruzou os braços. O que estava dentro dele não era ódio — era dor. Um tipo de dor que tinha ficado enterrada por tempo demais. — Não é sobre querer ou não ver você, D

