A casa estava finalmente pronta. Depois de meses de reformas, visitas a lojas de tinta, amostras de madeira espalhadas pelo chão, catálogos de iluminação empilhados no banco de trás do carro, e discussões deliciosas que sempre terminavam em beijos prolongados… ali estava ela: **a primeira casa de Lara e Gabriel.** O portão branco recém-instalado se abriu com um rangido suave, e o carro estacionou na pequena entrada de pedrinhas. Na frente, o gramado verde se estendia até a varanda com corrimão de madeira clara. As paredes externas ganharam um tom bege quente, as janelas tinham molduras pretas e um balanço de varanda balançava levemente com a brisa — um sonho real, sólido, palpável. Lara saiu do carro primeiro. E ficou alguns segundos parada, respirando fundo. Não importava quantas vezes

