Luz Narrando A volta pra casa foi marcada pelo silêncio entre mim e Hades. Não era um silêncio confortável, mas também não era de completa tensão. Era como se cada um de nós estivesse perdido nos próprios pensamentos, tentando processar tudo que tinha acontecido. O motor da moto rugia, e o vento frio da noite batia no meu rosto, me ajudando a organizar as ideias. Eu sabia que precisava ter aquela conversa com ele. A ideia de casar no papel, por necessidade ou estratégia, não era exatamente um sonho de menina. Mas, naquele momento, parecia inevitável. Só que explicar isso pro Hades? Era como andar em um campo minado. Assim que chegamos, desci da moto e esperei ele abrir o portão. Entrei na frente, tirando os tênis que ainda estavam sujos da poeira do Tuiuti. Ele me seguiu, jogando a cha

