O clima no quarto parecia estar pesando uma tonelada, ninguém se pronunciou uma palavra se quer, nossos olhares travavam uma batalha de quem cederia primeiro, e céus! Eu só queria desviar, mas algo não permitia, fiquei petrificada. Aqueles olhos cinzentos, intensos e quente, me arremataram me deixando sem saída, pareciam me prender. - Aceita uma bebida?- Perguntou se desfazendo da parte de cima do terno, que provavelmente foi feito sob medida, pois encaixava perfeitamente nele. - Sim, por favor. -Foi tudo que me limitei a falar, observei ele deixar seu paletó em uma das poltronas, se dirigiu até a mini adega, vi quando reparou no copo já usado. Me perguntei se devia falar algo, já falando.- Me servi por conta da demora, espero que não se importe. Céus, pare já de gesticular essa mão!

