Cris Após um dia cheio no hospital, tomo um banho por lá mesmo e resolvo não ir para casa. Sigo para o pub próximo do trabalho, me sento em um canto reservado, peço uma garrafa de uísque e encho o primeiro copo da noite. Não pretendo esvaziá-la, só quero ficar quieto no meu canto e deixar o tempo correr. Daqui há dois meses terei que voltar para o Brasil pela primeira vez desde a noite que marcou a minha vida, para participar o baile de Alice e serei forçado a enfrentar os meus fantasmas do meu passado. Agora entendo o meu pai. Daniel Ávila passou anos sofrendo com a dor de um passado que quase o destruiu. Ele se autodepreciava, se matava aos poucos com o álcool e se entregava ao trabalho como um louco. Era doloroso vê-lo daquele. Sei que essa situação é bem diferente da outra, mas d

