Cris — Claro que não, ficou maluca? — retruco. Contudo, ela ainda está me encarando, só que com o queixo erguido e o nariz empinado. A mulher está armada e preparada para um ataque. Penso com uma respiração alta. — Por que é tão difícil entender que estou apaixonado por você? — inquiro. — Jenny, eu me declarei pra você na noite passada, quer parar de fazer tempestade? Eu tenho pouco tempo para explicar tudo antes de irmos para o hospital. — Ela bufa, se desarmando. Isso, boa menina! — Ok, então fala. — Eu te contei sobre o baile e sobre o quanto minha irmã faz questão da minha presença. Eu só que eu não quero ir sozinho. Não é pelo fato de te expor, é uma questão de força mesmo. Eu preciso de você lá comigo. — Eu não sei, Cris! — Ela ralha desanimada. — O que você não sabe? — É

