No dia seguinte, levanto-me bem cedo. O silêncio da casa ainda repousa nos cantos enquanto coloco a água para ferver. O aroma do café fresco enche a cozinha e acalma meu coração, que insiste em começar o dia aos pulos. Meu pai surge pelo corredor, ajeitando o colarinho da camisa, e não demora a pegar a sua xícara fumegante. Ele a segura como se o calor fosse sua força para enfrentar o dia. Depois de alguns goles e poucas palavras, sai decidido a resolver a sua aposentadoria. Quando Michael acorda, já terminei boa parte das tarefas domésticas. Ao vê-lo, meu coração aquece. Seu sorriso é como um raio de sol invadindo um dia nublado. Aproximo-me do berço com um sorriso largo, aquele que guardo só para ele. "Bom dia, meu pequeno!" Acaricio a suas bochechas macias e o encho de beijos, arrancan

