—Pai! Quanto é esse valor que o senhor roubou? Ele passa as mãos nos cabelos num gesto nervoso. —Cem mil dólares... —Cem mil dólares! —Eu grito. —Tudo isso! Onde foi todo esse dinheiro? —Eu paguei todas as nossas dívidas e foi um ano pagando nossas contas e o aluguel dessa casa. O que eu ganho não dá para manter essa casa que estamos. Eu me desespero. —Deus! —Eu me levanto do sofá. Preciso ter calma. Respiro fundo. —Eu vou falar com esse homem, pai. Os olhos do meu pai brilham cheio de esperança. —Você faria isso? —Claro! Vou me oferecer para trabalhar para eles em troca da dívida. Meu pai chora. —Vamos ter que sair dessa casa. Nos mudar novamente. —Pai, isso é o de menos, precisamos resolver isso. — Eu solto o ar com angústia. — Tanto que eu te falei para não se meter mais em

