As palavras de Daniel cortam como uma faca. Ele sempre é sincero, doa a quem doer, e é exatamente isso que me machuca agora. Deus... Claro que ele não faria isso se pudesse escolher, mas o que estou encarando agora é a realidade de ter Daniel longe de mim. Uma lágrima quente escorre pela minha bochecha, e meu coração parece se partir em duas metades desiguais e doloridas. Nunca me senti tão vulnerável. Eu o encaro, tentando segurar as lágrimas, e ele passa a mão pelo meu rosto de forma terna, quase como se estivesse se despedindo. — Kate, entenda — ele começa, a voz suave, mas firme. — Estou fazendo isso por nós. Hoje, eu não tenho nada a te oferecer. A raiva me consome. Por que ele sempre insiste nesse discurso? Sinto meu peito inflamar, mas tento manter a calma. — Não começa com isso

