Pensava que talvez não fosse uma boa decisão atender aquela chamada de um número anônimo. Não precisava ser uma agente ou expert em tecnologias para imaginar que rastreariam aquela ligação. O coração saltava pela boca e ao fechar os olhos apenas lembrava do rosto de Caleb sorrindo pra mim e me dizendo todas aquelas palavras bonitas que me fizeram sonhar ridiculamente. Ou seu toque na minha pele quando me ensinava a atirar. E bem mais que isso: o beijo dele e o corpo nu sobre o meu no sofá de sua casa. Que loucura! Que misto de sentimentos! Era mais forte que eu e como se tivesse hipnotizada corri até o telefone e o atendi! - Alô! - Disse já me arrependendo por ter tomado uma decisão de forma precipitada - Alô! - repetia porque ninguém disse palavra alguma. Havia apenas uma respiração

