Ele não devia ter mais do que trinta anos. Olhou para o lado algumas vezes e em seguida estendeu-me a mão: - Está tudo bem com você? Se quiser posso levá-la ao hospital. - o estranho parecia menos preocupado do que forçava estar. - Estou bem, não foi nada demais. - Respondi me erguendo sozinha. O joelho e as palmas das mãos ardiam. - Tem certeza? - Sim, fique tranquilo. Em casa faço um curativo - tentei limpar minha roupa da poeira. - Bom, você que sabe - murmurou caminhando para o carro parado no meio da rua com os faróis acesos e a porta aberta. Já não me bastavam todos aqueles problemas e agora eu estava fisicamente machucada. Que azar! - Ei - A voz dele parecia mais grave ao me chamar. Virei a cabeça em sua direção. - Sou seu novo vizinho. Moro nessa casa da frente. Se precisa

