Capítulo dois - Meu herói

2295 Palavras
Depois da aula, eu vou almoçar com os meus amigos no refeitório. Eu estava com muita fome, mas a fome passou quando eu vi Bratt e Sophie juntos. Não gosto dele, só queria ficar com ele por algum tempo. Bratt é o único que não quis sexo comigo quando a gente se conheceu. Eu sei que ele é diferente, e Sophie ganhou ele como presente. — Então, você incendiou a casa da sua mãe? — Kathleen pergunta. — Por favor! Eu já fiz coisa pior, e vocês sabem disso. — Começo a comer. — Tipo colocar uma cobra venenosa na mochila da Sophie? — Quentin pergunta. — Jogar o colar de uma garota na privada? — Kathleen pergunta. — Envenenar o cachorro do seu padrasto? — Quentin pergunta. — Postar o vídeo daqueles dois caras de medicina transando no... — Kathleen pergunta. — Sim, eu fiz muitas coisas cruéis. Todos eles mereceram. Até o cachorro do Francis. — Você tem sorte que comete crimes perfeitos. — Quentin ri. Kathleen olha atrás de mim e arregala os olhos. — O bonitão está vindo! — Ela sussurra. Oiço alguém atrás de mim. Sinto o cheiro de cigarro, então me lembro do homem que me salvou ontem. Com certeza, ele é totalmente diferente do desastre que é o Scott. — Oi, Chloe Rogers! — Scott diz. — O perseguidor. O que você quer, i****a? — Pergunto. Ele senta ao meu lado. — Como você está? — Ele sorri. — O que você está fazendo aqui? Veio falar sobre a sua moto? — Quentin pergunta. — Eu não sou assim tão rancoroso. — Ele ri. — Já resolvi esse assunto. — Ele está bebendo Coca-Cola. Kathleen não pára de passar as mãos nos cabelos e olhar para ele com um sorriso i****a. Vou admitir que ele é lindo, mas não deixa de ser um desastre em pessoa. Ele é a própria decadência. — Ainda bem que não foi preciso eu tirar você do meu caminho. — Respondo. — Eu já ouvi algumas coisas sobre você. — Ele olha para mim. — E não tenho medo. Eu observo seus movimentos, mas não tenho tempo de impedir ele, quando sinto minhas roupas ficando molhadas. Fico cheia de Coca-Cola. Eu levanto furiosa. — Seu i****a! Você fez de propósito! — Grito com ele. — Claro que sim. Isso é por você ser uma v***a! — Ele levanta e vai embora. Minha blusa linda está toda cheia de bebida. Eu tenho vontade de matar alguém. Isso não vai ficar assim. Ele vai se ver comigo. — Você provocou. — Kathleen responde. — Cala a boca! As pessoas ficam olhando para mim e outras ficam rindo. Mia também está rindo da minha figura. Eles vão saber quem é um verdadeiro demônio. Felizmente, eu trago sempre uma roupa de reserva no carro. Uso o meu vestido cinza super lindo que eu comprei em Paris e uso sapatos a condizer. Ando pelos corredores e vou para a sala. O único problema é Scott. Ele fica na minha frente e não me deixa passar. Sinceramente, não existe pessoa mais insuportável do que ele. — Você quer dinheiro para concertar a sua moto? Tudo bem! — Eu abro a minha bolsa, tiro a minha carteira e tiro dinheiro para dar para ele. — Você acha que é melhor que todo o mundo. — Ele sorri. — Eu sou. — Jogo o dinheiro no chão. — Mas mesmo que eu pagar o concerto da sua moto horrível, eu vou me vingar de você. — Eu estou morrendo de medo. — Ele finge tremer de medo. — Você não quer fazer isso. — Você não imagina o que eu posso fazer. — Eu empurro ele e entro na sala de aulas. Eu ocupo o meu lugar e vejo o que há de interessante no meu celular. Apenas muitas notificações e vários seguidores novos. No fundo, eu sei que eles fazem isso porque meus pais são super ricos. Ninguém gosta de mim além dos meus amigos. — Não vai acontecer! Só esqueça que eu existo. — Olho para Grant que desliga o celular e revira os olhos enquanto ocupa um lugar no fundo. Ele deve ser um dos caras que eu não peguei. Mas acho que não faz o meu tipo. E ele é amigo do Scott. Melhor não. Mia entra na sala e eu sei que esteve no banheiro chorando. Ela faz sempre isso. Eu não a odeio, só acho divertido brincar com ela. Ela passa do meu lado, e eu estico meu pé fazendo ela tropeçar e cair com seus livros no chão. Ela nem tem coragem de levantar e eu começo a rir assim como muitos outros alunos. — Nem andar você sabe, Mia? — Digo. — O que você está fazendo aqui? Ela levanta e senta no seu lugar longe de todo o mundo. Não sei, mas acho que ela é anti social. É a única explicação para isso. — Você não presta! — Grant fala atrás de mim. — Obrigada. — Sorrio. Podem culpar a minha mãe por tudo o que eu faço. Depois da aula, Quentin me espera na porta da sala com um sorriso. Eu saio e levo ele comigo. Infelizmente, ele é apaixonado por Kathleen, não sei porquê, mas é. E Kathleen gosta do Scott. Eu gostava um pouquinho do Bratt, mas agora não gosto mais. E ele nem me dá mais explicações de matemática. Não que eu precise, era só para irritar Sophie um pouco. — O que você aprontou, Chlo? — Quentin pergunta. — Está com o seu sorriso perverso. — Eu não fiz nada. Ainda. — Saímos e vamos para o parque de estacionamento. — Algumas pessoas me perguntam porquê eu sou seu amigo. — Ele olha para mim. — E o que você responde? — Que eles não vão entender. Eu sorrio e beijo a bochecha dele. — Eu pago o almoço para você, Quent! — Está bem. — Ele também beija a minha bochecha. Caminhámos até meu carro e eu paro quando vejo que está cheio de tinta branca. Meu lindo Ferrari está cheio de tinta. Não preciso ser um génio para saber quem foi. Eu grito. — Ahhhh! — Calma, Chlo! — Quentin me segura. Alguém bate palmas dramaticamente, e eu viro para trás para ver Scott. Ele está sorrindo e está com uma lata de tinta branca ao seu lado, me mostrando o óbvio. — O que aconteceu com o seu carro, Chloe Rogers? — Você! — Eu me aproximo dele. — Você vai pagar por isso. — Não, demônio, você vai pagar por causa do que fez na minha moto. — Ele sorri. — Isso é só o começo. — Você está fazendo isso por causa da sua estúpida moto? — Quentin se aproxima também. — Isso é sério? — A minha guerra não é com você, Quentin. Não se meta. — Você vai se arrepender de me ter conhecido, Scott! Você não imagina do que eu sou capaz. — Digo. — Não devia ter feito isso. — Quentin diz. — Eu não tenho medo dessa coisinha milionária que acha que, porque os pais têm muito dinheiro, é melhor que todo o mundo. — Você também é um filhinho de papai e mamãe. — Eu digo furiosa. Ele veste roupas caras e sua moto também é cara. — Há uma diferença entre ter algum dinheiro para sustentar algum luxo e ser milionário, v***a. Mas estou vendo que você é estúpida demais para perceber isso. — Ele diz e vai embora. Eu quero pular para cima dele, mas Quentin me segura. — Não vale a pena. — Tem razão. É melhor eu ir embora e pensar em alguma coisa para fazer com ele. — Você não cansa disso? — Não! — Subimos no carro e vamos para a casa da minha mãe. Perdi a vontade de pagar um almoço no meu amigo por causa do Scott. Entramos em casa. A empregada está servindo chá para a minha mãe e Francis. Ele olha para a gente com um sorriso e depois bebe o seu chá. Não tem vergonha de mostrar um sorriso falso para mim? — Eu cheguei! — Digo furiosa. — Eu também. — Quentin acena. — Quentin, como você está? — Minha mãe pergunta. — Você está ficando cada vez mais crescido. — Sim. — Ele sorri. — Ele não pode ser criança para sempre. — Respondo rude. — Porquê você está sempre assim? — Francis pergunta. — Porquê não é normal como todo o mundo, Chloe? — Seria normal se você não me batesse. — Eu digo olhando para ele. — Você merece. — Minha mãe responde. — Espera! O quê? — Quentin pergunta confuso. — Vamos no meu quarto, Quent! — Eu levo ele no meu quarto. Quentin senta na minha cama. — Ele bate em você? Porquê você nunca me disse nada? Eu pensei que era o seu melhor amigo. — E você é. Eu não contei porque estava com vergonha. — Sento ao lado dele. — Me perdoa? — Perdoo se prometer que não me esconde mais nada. — Ele diz. — Não escondo mais nada. Eu prometo! — Levanto a minha mão. — Então, eu perdoo. — Ele me abraça. — O que você quer fazer? Tirar algumas fotos, ver vídeos engraçados, conversar? — Pergunto. — Você viu como Kathleen reage quando vê ele? Dói um pouco. — Ele suspira. — Queria que ela me amasse. — Eu amo você! — Digo e ele sorri. — Eu também amo você, mas estou me referindo a uma garota gostar de mim de um jeito diferente. Todo mundo quer viver um romance intenso, cuidar de alguém, se sentir amado, receber e dar carinho, entende? Eu olho para ele. Eu só sei o que é ser amada por Quentin. — Eu não entendo. — Mas um dia vai entender. — Ele me abraça. — Vamos ver um filme depois vamos fazer um lanchinho, o que você acha? — Claro. Vou para a faculdade com o meu outro carro porque o outro precisa de ser concertado. Na verdade, precisa de ser retirada a tinta que Scott teve o prazer de colocar. Ainda estou com raiva por causa do que Scott fez. Mas ele não perde por esperar. Se Scott pensa que vai me derrubar, ele está muito enganado. Estou super linda usando uma calça bege e uma blusa preta. Meu cabelo está solto e estou usando saltos altos da Prada e bolsa Louis Vuitton. Entro na faculdade e desfilo até à sala de aulas. Sento ao lado de um loiro muito lindo. O Brian. Ele é o garoto por quem Mia está apaixonada. Acho que vou me vingar dela por ter rido de mim ontem. — Oi, lindo! — Eu digo. — Chloe. — Ele olha para mim. — O que você quer? — Você. Não é óbvio? — Pergunto. — Porquê eu ficaria com você mesmo? — Ele pergunta sorrindo. — Porque todo o mundo gostaria de ficar comigo. Além disso, eu posso pagar. — Digo. — Então, está bem. Depois das aulas a gente se vê. — Ele diz. Olho para Mia que está olhando para a gente cheia de ciúmes. Eu levanto e vou sentar ao lado dela. Eu poderia ser uma boa pessoa, mas há um problema: Eu não quero! — Mia! Porquê está olhando assim para mim? — Pergunto. — Me deixa em paz, por favor! Eu não fiz nada para você me tratar desse jeito. — Ela esconde seu diário. — Você nasceu. — Digo. — Vai embora. — Eu sei que gosta do Brian. Ele não gosta de pobretonas. Principalmente uma pobretona psicopata. Tenho pena de você. Ele aceitou sair comigo hoje. O que será que a gente vai fazer? — Pergunto. — A história da Cinderela não funciona na vida real. Nenhum garoto dessa universidade vai querer ficar com uma Zé-ninguém. Porque é isso que você é. — Não gosto do Brian. — Ela mente. Está fervendo de ciúmes. Eu levanto e agarro no seu diário. — O DIARIO DA MIA SUMMER! QUEM QUER SABER? — Todos levantam a mão. — Chloe! — Ela levanta. — Aqui diz que ela é apaixonada pelo Brian! Que chocante! — Eu digo. — Oops! Eu não devia ter dito essa parte. Todos olham para ela e riem. Eu também rio. Isso é realmente engraçado. Brian olha para ela também, mas não está rindo. Está se sentindo um Dom Juan! Mia pega sua mochila, seu diário e sai correndo. Eu fiz um favor para ela. Brian é muita areia para aquele camiãozinho. Além disso, ele jamais olharia para ela. Eu volto no meu lugar e pego no celular para navegar nas minhas redes sociais. Quando as aulas terminam, eu saio da sala de aulas. Brian vem falar comigo e diz que vai me esperar no apartamento dele. Paro quando vejo Scott conversando com uma garota. Conversando não. Tentando levar ela para cama. Eu pego no meu celular para gravar a conversa. Eu não sei se essa vingança é suficiente para deixar ele furioso, mas sei que não vai gostar que todos saibam da sua i********e. Seria bom também eu ter um vídeo deles transando. — Você vai ter uma aventura. — Ele diz. — Vamos para a minha moto. Você vai saber o que é ser comida. Eu quero rir. — Eu vou. — A garota loira aceita sem pensar duas vezes. Ele beija ela. Fico gravando tudo e vejo quando a garota exagera levantando a camiseta do Scott. Eu quase deixo o celular cair no chão quando vejo a tatuagem dele nas costas. Um pássaro acorrentado. Igualzinha à tatuagem do homem que salvou a minha vida. Não Pode Ser!
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