Nada aconteceu de forma grandiosa naquele período. E talvez por isso tudo tenha se tornado tão profundo. Isadora percebeu que estava vivendo um “meio”. Não o começo cheio de expectativas, nem o futuro cheio de promessas. Mas esse espaço raro em que a vida simplesmente acontece — exigindo presença, não espetáculo. O corpo já mostrava sinais claros. O mundo começava a entender. E, ainda assim, havia muito que só existia entre ela e Henrique. O meio dos dias Os dias ganharam uma cadência nova. Isadora acordava um pouco mais cansada, mas também mais conectada ao próprio ritmo. Henrique passou a acordar junto — não por obrigação, mas por vontade. — Você não precisa — ela disse certa manhã, ao vê-lo calçar os sapatos cedo demais. — Eu sei — ele respondeu. — Mas eu quero estar. Cami

