Capítulo 3: Novos na vizinhança

1851 Palavras
AngelFalls – Nebraska - 2010 Ao sul de AngelFalls, pela rodoviária noventa e quatro, um Chevrolet TrailBlazer Premier cor de vinho se move com velocidade, dentro do mesmo se encontram cinco pessoas. Anahí no volante, Belgan no banco do carona e nos bancos de trás Gabriel, Julian e Mirian; a família está de mudança para AngelFalls, aproveitando a oportunidade que seu marido recebeu Anahí decidiu fazer as malas e partir com sua família para esse novo destino. A mulher sorri para seu marido ao ver seus três pequenos brincando no banco de trás do carro, gargalhando como se tivessem o mundo para si, Anahí se sente completa ao ver que tem tudo o que poderia desejar. O veículo adentra a cidade, passa por uma placa fincada no chão anunciando o nome da mesma. A jornada contínua até uma avenida em frente a praça central de AngelFalls, Anahí para o seu TrailBlazer Premier em frente a uma linda casa de andar com tetos altos, o design de casa familiar é perfeito, assim como Anahí sonhou toda a sua vida; a mulher desce do veículo acompanhada por seu marido, indo em direção a funcionária da corretora local que está parada em frente à casa com um sorriso caloroso no rosto. - Bom dia senhora Annabete. – Diz Anahí ao se aproximar da mulher e lhe dar um abraço amigável, a mesma retribui apertando Anahí com carinho. - Sejam bem vindos senhor e senhora Campos! – Diz ao entreolhar o casal sorridente. – Opa, bastante bagagem pra dois não!? – Comenta ao entortar o corpo e olhar para o carro atrás do casal. - Não são só nossas...- Diz Anahí ao se virar na direção do veículo, a mulher muda suas expressões, algo lhe está faltando, Anahí sente que deveria se lembrar de alguma coisa importante, mas não sabe o que. – Digo... sim, você tem razão?! – Comenta ao pôr uma mão na cabeça, seu semblante exibe pura confusão, Anahí sente seu peito apertar ao olhar para o banco de trás do carro, o mesmo está preenchido por malas e caixas. - Algum problema meu amor? – Diz Belgan ao segurar gentilmente os ombros de sua esposa, a mesma lhe encara com preocupação. - Não sei... tem certeza de que trouxemos tudo?! – Pergunta tentando ignorar o aperto em seu peito. - Tenho sim, vai conferir a casa enquanto eu pego nossas coisas! – Diz antes de depositar um beijo nos lábios de sua mulher. Anahí se vira para Annabete e juntas adentram a casa, a corretora apresenta cada cômodo para sua cliente, explicando lhe cada detalhe e história por detrás da arquitetura formidável do edifício; algumas horas depois, quando o sol começa a descer no horizonte amarelado anunciando que está para se pôr, Anahí e Belgan entram no banheiro da suíte onde se alojaram. Anahí está completamente despida enquanto que seu marido usa apenas uma cueca box azul escuro, ambos possuem curvas de dar água na boca, Anahí tem um corpo perfeitamente desenhado, com s***s e glúteos fartos. Belgan é sarado, tem abdômen trincado, braços fortes e veias salientes por todo o corpo, principalmente em sua área pélvica. - O que foi aquilo de mais cedo? – Pergunta Belgan ao ligar a torneira da banheira, agachado de cócoras perto da mesma, destacando o belo e tentador pacote entre suas pernas fortes. - Não sei, tive a impressão de que estávamos esquecendo algo... – Diz a mulher enquanto se olha no espelho, o tom de sua voz deixa nítida a sua incerteza sobre o assunto, algo lhe diz que não é só impressão. - Agente dá uma olhadinha depois, só para conferir e te deixar calma, tá!? – Diz o homem ao se aproximar e abraçar sua mulher por trás, beijando o pescoço da mesma em seguida, Anahí suspira ao sentir os lábios de seu marido lhe convidando para um banho relaxante e gostoso. Belgan sabe como agradar sua mulher, sempre a tocando com carinho e desejo, fazendo com que se sinta amada e desejada ao mesmo tempo. - Tá... – Diz quase gemendo ao sentir Belgan deslizar suas mãos pesadas e cheias de veias por sua cintura, chegando até sua b***a, o homem começa a massagear aquela região, apertando-a e abrindo-a com puro desejo. Anahí suspira ao sentir sua entrada dar sinal de vida, reagindo a pegada máscula e dominante de Belgan, o mesmo retira uma de suas mãos da b***a de sua mulher e a leva até a v****a, enfiando seus dedos ali enquanto beija o pescoço da mesma e acaricia suas nádegas, três formas de caricia ao mesmo tempo; Belgan sempre soube o que fazer na cama e fazia direitinho. - Vem tomar banho comigo! – Sussurra Belgan no ouvido de Anahí, de forma sedutora, quase gemendo com sua voz grossa. O homem guia sua mulher até a banheira, ele entra, tira a cueca e desliga a torneira, Anahí senta-se em cima de seu marido que lhe penetra suavemente, arrancando-lhe gemidos longos e meigos. *** Por Anahí. Belgan sempre me faz ter o melhor dos êxtases na cama, sempre carinhoso e perfeito no que faz. Depois de fazermos sexo na banheira da nossa nova casa fomos pra cama dormir, estávamos cansados, a viajem havia sido longa e a mudança não foi fácil. Sento-me na cama ao acordar de repente, não me recordo se estava sonhando, sinto meu corpo quente e molhado de suor; me levanto, saio do quarto, passo pelo longo corredor iluminado pela luz da lua que entra pelas janelas e desço as escadas. Me direciono até a cozinha para beber um copo de água, quando passo perto da janela acima da pia vejo algo que não sei explicar, do outro lado da janela, o sol quente está iluminando o dia, me viro na direção do arco por onde passei para entrar e percebo que dentro de casa ainda é noite. - O que está... – Sussurro apertando os olhos, tentando ver se a luz que está iluminando a escada é realmente a luz da lua, devo estar atordoada pelo sono, penso antes de me virar novamente para a janela sob a pia. Lá está, um grande vale de quenions em meio a um dia quente e ensolarado, desafiando minha noção de realidade, o que está acontecendo?! Seria um sonho... ainda estou dormindo!? Três mulheres montadas em cavalos aparecem no cenário, vestidas de vaqueiras, cavalgando em alta velocidade na direção da janela, isso é o Velho Oeste!? Pisco sem entender o que está acontecendo. As mulheres param seus cavalos a poucos centímetros da janela, estão conversando entre si, não consigo ouvir o que estão dizendo. Me aproximo curiosa e fascinada com o fenômeno diante dos meus olhos, como é possível que lá fora seja dia ao mesmo tempo em que aqui dentro está de noite?! São duas mulheres loiras e uma morena, lindas e de semblante sério, parecem estar falando sobre algo estressante. – Olá? – Digo para as mulheres, tentando chamar-lhes a atenção, mas nada acontece. Uma das mulheres de pele clara possui cabelos loiros de tamanho médio, a mesma ergue o olhar na minha direção, sinto meu estomago gelar, minha cabeça roda sem entender o que isso poderia significar. – Meu Deus... – Sussurro para mim mesma, em choque ao me ver montada em um cavalo do outro lado da janela, isso seria uma visão de uma outra vida!? Ou seria um sonho?! Não entendo o que está acontecendo, ponho as mãos sob a cabeça sentindo a mesma doer de forma insuportável. – AAAAAH... – Grito em agonia, sinto algo quente e grosso escorrer dos meus olhos, a dor aumenta conforme vou gritando. - ANAHÍ? – Grita Belgan no andar de cima, tento chama-lo, mas não consigo parar de agonizar, minha mente está em choque, algo está errado, mas, o que?! Ouço meu marido descer os degraus com pressa desesperado para me socorrer, ouço o som de algo pesado cair da escada, olho na direção da mesma e vejo Belgan caído com o pescoço quebrado. - BELGAN? BELGAN! – Grito com as mãos na cabeça, andando forçadamente em sua direção, sinto minhas pernas tremerem, é como se a gravidade tivesse sido aumentada. - Que diabos... – Diz a outra mulher loira do outro lado da janela, quase sussurrando, me viro para encara-las, uma luz branca começa a tomar conta do cômodo, o chão começa a tremer, o vento forte lá fora sacode o telhado da casa. - Belgan, não, não.... – Murmuro entre lagrimas de dor e tristeza ao mesmo em que caio ao lado do corpo morto do meu marido. O som de um bip surge preenchendo a cozinha junto com a forte luz branca, o som aumenta mais e mais, ficando ensurdecedor; em questão de segundos tudo fica completamente branco, não ouço mais nada, não sinto mais nada... ... - Bom dia meu amor! – Diz Belgan acariciando meu rosto, abro os olhos lentamente, ainda pesados pela noite de sono profundo. - Bom dia! – Digo ao finalmente encará-lo, seu lindo sorriso aquecendo meu coração. – Já arrumado, vai sair tão cedo? – Pergunto ao ver que está trajado e pronto para partir, usando seu chapéu gangster azul escuro e um terno listrado da mesma cor. - Sim, desculpe. O cassino estará lotado hoje e ainda tenho que ir a Hollywood buscar novas maquinas no cassino do senhor Aluísio. – Explica-se antes de me beijar, seus lábios quentes e molhados envolvem os meus com desejo. - Não demora meu amor! – Digo sorrindo meigamente. Nos despedimos com mais um beijo, uma hora depois saio vestida para ir à academia, está um lindo e ensolarado dia. Passo pela praça central de AngelFalls, admirando sua fonte circular, ao lado da mesma há um carrinho de bebe na cor azul claro adornado com babados de renda, aquilo chama minha atenção, não sei porque, mas decido me aproximar Olho ao redor e vejo que ninguém está tomando conta do carrinho, olho ao meu redor mais uma vez e percebo que as ruas estão vazias, não há ninguém além de mim. – Que estranho... – Sussurro para mim mesma, como pode não haver ninguém nas ruas em pleno auge da década de setenta?! Penso, sem entender apenas dou de ombros e continuo andando em direção ao carrinho, ao dar a volta no mesmo vejo que não há nenhum bebe ali, apenas um quadro sob o travesseiro; me abaixo e pego o mesmo na mão, olhando-o sem entender o que está havendo, na foto existem cinco pessoas. Eu, Belgan, dois garotos e uma garota, estamos abraçados e felizes como se fossemos... como se.... Penso ao sentir meu estomago dar voltas, minhas mãos estão frias e minha cabeça começa a doer. Uma luz forte na cor branca surge no céu, junto com a mesma um barulho irritante parecido com uma frequência aguda, tapo meus ouvidos com minhas mãos, a luz aumenta junto com o barulho, tudo fica branco; sinto meu corpo cair no chão, o mundo a minha volta havia sido engolido pela luz misteriosa, eu não consigo ver ou sentir nada....
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