Sangue e Juramento

1322 Palavras

A cobertura cheirava a antisséptico e poder. Dois dias haviam passado desde que Dante fora levado para a sala de cirurgia. Ele ainda não acordara por completo, mas os médicos disseram que o pior tinha passado. A bala tinha raspado o pulmão, mas não perfurado. O sangue parara de vazar. A febre baixara. — Ele vai viver — disse o Dr. Vance, fechando a maleta. — Mas precisa de repouso absoluto. Nada de decisões, nada de estresse, nada de movimento brusco por pelo menos dez dias. Olhei para Lúcia, que segurava um copo de água com as mãos trêmulas. — Você está bem? — Só cansada — ela respondeu, mas os olhos estavam brilhantes. — Ver alguém que você ama lutando pela vida… muda a gente. Sofia estava sentada ao lado da cama de Dante, desenhando com giz de cera num bloco. Ela tinha desenhado t

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