Lorenzo narrando. Os tapas na porta e os gritos continuam, mas eu ignoro. Angelina não vai embora sozinha. Eu precisava dela quieta e segura dentro de casa, pois tenho coisas a resolver com aquela p***a daquele peão. Preciso saber o que ele falou com ela. E por que achou que podia tocá-la… Nenhum homem tem a honra de poder tocar nela. Isso me consome, me ferve por dentro. Sinto uma raiva que me aperta o peito, uma sensação de que alguém está tentando roubar o que é meu. Ela não é minha, eu sei disso, mas não posso evitar esse sentimento possessivo. Ele me desafia, esse peão, e eu não vou deixar barato. — Irmão? — Vejo Lívia entrar na cozinha, seus olhos arregalados e o tom de voz carregado de preocupação. — Gostou do almoço? — pergunto sem muito interesse, tentando desviar o foco. Ela

