Presentes

1442 Palavras

Lorenzo narrando. O cheiro de pão recém-assado toma conta da casa antes mesmo de eu atravessar a porta da frente. Estaciono a caminhonete com calma e, antes que possa desligar o motor, vejo a porta se abrir com força e Angel correndo descalça até mim, o avental amarrado na cintura, o rosto e as bochechas marcados por nuvens de farinha. A cena faz meu coração apertar no peito. Ela corre como se não me visse há dias, os olhos brilhando com alegria pura, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela já está me abraçando forte, enterrando o rosto no meu peito. — Padrinho… — suspira contra minha camisa — Achei que não fosse voltar hoje, disse que ia em uma reunião e já se passaram horas. — Eu sempre volto pra você, querida. — respondo, sentindo o quanto senti falta dela em tão pouco t

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