Lorenzo narrando. O almoço está pronto, eu já bebi as duas cervejas, mas não conversei tanto com meu velho, ele está ocupado demais supervisionando o meu anjo. A comida tem cheiro bom, e, por Deus, eu odeio admitir isso, mas estou curioso para saber como ficou. Angel ajudou meu pai a preparar tudo, e mesmo que ele tenha feito questão de vistoriar cada mínimo detalhe, no fim, foi ela quem colocou a mesa, serviu os pratos e ficou ali, esperando nossa reação com aqueles olhos grandes e atentos. — Comam enquanto está quente — ela diz, recuando um passo e se afastando como se estivesse errada em estar aqui, eu puxo a cadeira para ela, querendo-a ao meu lado. — Sente-se conosco Angel. — digo quando ela não se senta e coço a garganta quando ela continua teimosa. — Padrinho, eu não mereço…

